Esportes

‘Calote’ na arbitragem baré chega a R$ 86 mil

A 45 dias para o início do Campeonato Amazonense 2016, a Associação dos Árbitros de Futebol do Amazonas (ASAF-AM) ainda aguarda a quitação de dívidas com a categoria que se arrastam desde 2014. De acordo com presidente da entidade, o árbitro Weden Cardoso Gomes, os débitos chegam a aproximadamente R$ 86 mil, acumulados entre Série A, Série B, feminino e juniores.

Dos clubes que disputaram a elite local em 2015, somente Rio Negro e Operário seguem devendo a arbitragem. O débito do Galo da praça da Saudade chega próximo a R$ 18 mil (jogos do profissional pelas Séries A e B, e feminino), enquanto o Sapão acumula dívida de quase R$ 12 mil (Séries A e B). O caso mais preocupante, segundo Gomes, é o do time de Manacapuru, que negociou o parcelamento do passivo com a ASAF-AM, mas não cumpriu com o que foi estabelecido.

“Os times que terminaram o ano devendo foram São Raimundo, Operário e Rio Negro, sendo que o São Raimundo já pagou o que devia. O Operário, negociou sua dívida, mas não cumpriu e continua devendo, e o Rio Negro, há dez dias, negociou sua dívida, com pagamento em dez vezes, começando a pagar a primeira no dia 10 deste mês”, explicou o presidente da Associação dos Árbitros de Futebol do Amazonas.

O Rio Negro é o maior devedor do Barezão 2015. Mandante em nove partidas, o Galo não repassou o dinheiro para a arbitragem em nenhuma delas, gerando um débito de R$ 14.400,00. O Operário deixou de pagar “os homens de preto” em quatro oportunidades, gerando um passivo de R$ 6.400,00.

Na Série B do Amazonense em 2014, os mesmos clubes terminaram a competição sem cumprir suas totais obrigações com a arbitragem. O time alvinegro não pagou a súmula em duas oportunidades, gerando um déficit de R$ 2 mil. Já a equipe do interior ficou quatro partidas sem pagar a arbitragem, ocasionando um dívida de R$ 4 mil.

No mesmo ano, o Galo da praça da Saudade deixou débitos em aberto também no futebol feminino. Foram três jogos sem pagar os “homens de preto”, o equivalente a R$ 1.050,00. Por outro lado, as ligas de Silves e Novo Airão sequer procuraram a ASAF-AM para negociar suas dívidas. Só nesta categoria, “o calote” a arbitragem beira R$ 11.200,00. Grande parte dos clubes devedores, porém, já deram um valor de entrada e parcelaram o restante do déficit.

“As demais competições que os clubes estão devendo se trata de outra categoria, que é o juvenil, além do transporte dos árbitros que fizeram os jogos nos munícipios do interior. Esse montante geral dá cerca de R$ 45 mil, porque foram 14 equipes, cerca de 210 jogos no ano de 2014, o que chega perto dessa quantia”, descreveu Weden.

Conforme o presidente da ASAF-AM, os valores do quarteto de arbitragem varia de acordo com o nível técnico da competição. Na elite do Barezão, é cobrado R$ 1.600,00 por jogo. Na última Série B, a taxa era de R$ 1 mil. Já nas categorias infantil, juvenil, juniores e feminino, os “homens de preto” apitam por R$ 350.

Por André Tobias

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