Economia

Calor aquece as vendas de condicionadores de ar, em Manaus

As fabricantes de condicionadores de ar registraram aumento de 10% na produção - foto: Ione Moreno

As fabricantes de condicionadores de ar registraram aumento de 10% na produção – foto: Ione Moreno

As altas temperaturas registradas recentemente em Manaus incomodam a maioria da população, mas por outro lado, o calor trouxe “alívio” para o setor de refrigeração. As fabricantes de condicionadores de ar registraram aumento de 10% na produção, enquanto os lojistas verificam alta de 20% nas vendas.

De acordo com o diretor de vendas da LG Eletronics, Lúcio Bacha, o caminho para combater a crise econômica é se adaptar da melhor maneira à situação financeira dos consumidores, usando tecnologias para ultrapassar as adversidades.

“No momento de dificuldade as pessoas procuram economizar, mas quase todos os segmentos do mercado estão com problemas. Contudo, em meio às dificuldades, surgem as oportunidades, e elas aparecem muito no nosso segmento, pois traz bastante economia ao consumidor”, observou.

Bacha afirmou ainda que o segmento de ar-condicionado nos últimos anos vem crescendo em números elevados. “Ao fim de 2015 chegaremos ao patamar de 2013, que é bem elevado se compararmos a 2009. Porém, o contexto não é favorável, mas com os aumentos que tivemos nesse ano na conta de luz e outros impostos, a LG viu que precisava investir em tecnologias de economia, pois o consumidor está à procuradisso”, ponderou.

Verão

O diretor de vendas da LG atribuiu o crescimento na produção às altas temperaturas. Ele afirmou de forma branda que o calor aos poucos vence a crise. “Acreditamos que nesse momento que o calor é grande, em uma cidade como Manaus, que registra 41 graus, o mercado de ar-condicionado ganha. Se por conta da crise há restrição de consumo, o cliente vai optar pelo ar-condicionado”, frisou.

União

O presidente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), Wadi Tadeu Neaime, afirmou que é preciso que haja uma união de forças para que o setor não se curve à crise. “Temos que usar a criatividades para ter novos elementos de trabalho para sair da enrascada que nós estamos. Estamos tentando ser realistas, pois a crise existe, e sairemos dela trabalhando. Se ficar lamentando nós nunca conseguiremos sair dela. Trabalhamos olhando para a frente”, pontuou.

Em contraponto, o diretor comercial da Clima Rio, Leandro Santi, afirmou que a retração tem atrapalhado bastante o processo de compra e venda. Segundo ele, mesmo com o forte calor a venda de ar-condicionado para a Região Norte está baixa, mas nas regiões Sul e Sudeste as vendas ainda estão boas. Porém, Santi  disse que o setor tenta ir na contra-mão da crise financeira.

“Nesse ano, não só o mercado de ar-condicionado vai ficar estagnado. Talvez o setor tenha um leve crescimento de 25% a 30%”, afirmou Santi, ao ressaltar que a região que apontará o maior crescimento ainda neste ano é a Nordeste. “Em ano de crise, que todos estão retraídos, estamos abrindo lojas e forçando, indo na contramão, está muito difícil, mas estamos aproveitando as oportunidades, principalmente lá onde temos uma boa abertura para negociações” completou.

Por Asafe Augusto

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