Economia

Cai preço do litro da gasolina em postos de Manaus

Alguns postos reduziram o preço do litro da gasolina de R$ 3,85 para R$ 3,65 - foto: Emerson Quaresma

Alguns postos reduziram o preço do litro da gasolina de R$ 3,85 para R$ 3,65 – foto: Emerson Quaresma

Com dificuldades nas vendas dos combustíveis, postos de Manaus começaram a diminuir o preço do litro da gasolina comum, que custa em média R$ 3,85, para R$ 3,65.

O alto preço dos combustíveis nas bombas reduziu o volume de venda da gasolina, etanol e diesel. O cenário local segue a tendência nacional de mercado, que registrou queda de 6,8% das vendas do etanol, de 6,6% do diesel e de 2,6% da gasolina, de acordo com dados divulgados ontem pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na última terça-feira, postos como o BR Boulevard, na avenida Álvaro Maia, Zona Centro-Sul, diminuíram o valor da gasolina comum de R$ 3,85 para R$ 3,65. Um frentista, que não quis se identificar, disse que provavelmente a diminuição do preço se deu como forma de atrair mais cliente, uma vez que as vendas caíram muito nos últimos meses.

Conforme dados do aplicativo Procon Amazonas, outros postos que diminuíram o preço de R$ 3,85 para R$ 3,65 foram o Posto Samira, da bandeira Shell, localizado na avenida Carvalho Leal, bairro Cachoeirinha, Zona Sul, o posto Manauto 3, da bandeira BR, localizado na avenida Castelo Branco, na Cachoeirinha. Também baixaram o preço os postos Rio XX e N.B, ambos da Atem, o primeiro localizado na avenida Marciano Armond, e o outro na Castelo Branco, ambos na Cachoeirinha. O Auto Poto Praça 14 de Janeiro, localizado na avenida Tarumã, bairro Centro, Zona Sul, também diminuiu para R$ 3,65.

Os postos com preço mais barato, encontrados no App, são o Maceió, da bandeira Ipiranga, localizado na rua Maceió, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, e o Mucuripe, na avenida Rodrigo Otáveio, bairro Japiim, Zona Sul, ambos a R$ 3,59. O posto com o preço da gasolina comum mais caro, apontado pelo aplicativo, é o Boulevard, da bandeira Ipiranga, localizado na avenida Álvaro Maia, a R$ 3,95.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Alcool e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindicam), Luiz Felipe de Moura Pinto, o setor já acumula o seu segundo trimestre de queda nas vendas. A redução no comércio do etanol é justificada pela entressafra da cana-de-açúcar, do diesel pelo menor volume de transporte de carga no país e da gasolina pela baixa procura do consumidor comum.

“A queda está afetando a todos. Nenhuma outra crise tinha afetado tanto o nosso setor como agora”, disse.

Questionado se o principal fator não são os preços elevados nas bombas, Luiz Felipe observou que o sindicato não fala sobre preços. “O mercado é livre e o Ministério Público entende que não podemos falar de preços de combustíveis”, disse.

Para o gerente do posto da BR, da avenida Coronel Teixeira, bairro Santo Agostinho, Zona Oeste, Fernando de Souza, a diminuição do volume de vendas é real, principalmente na gasolina. “Muitos clientes que enchiam o tanque para a semana, agora só colocam de R$ 50 a R$ 80, no máximo. Mas, as vendas caíram em todos os segmentos do comércio. Quem antes gastava R$ 500 no mercado, gasta no máximo R$ 200”, disse.

Consumidores estão retraídos

O consumidor diminuiu o volume de combustível nos seus veículos e evita saídas desnecessárias para economizar. O técnico em segurança do trabalho Anderson Lima Gonçalves, 38, disse que colocava toda quinzena pelo menos R$ 200 de gasolina comum no seu veículo. Com o preço da gasolina a R$ 3,85 e os preços dos produtos nos supermercados cada vez mais caros, ele diminuiu o abastecimento para R$ 100, no máximo R$ 150, em caso de urgência.

A funcionária pública, Gabriela Aragão, 32, disse que procura manter o tanque do seu carro sempre cheio, mas, começou a combinar com o marido a saída de casa em apenas um veículo, em alguns dias da semana, para economizar. “Às vezes, saio com o marido no carro dele ou ele vem no meu. Infelizmente, nem sempre é possível”, comentou.

A professora Nora Costa, 45, que encontrou ontem gasolina a R$ 3,65, depois de um bom tempo comprando a R$ 3,85, disse que ficou surpresa com a promoção e por isso não perdeu tempo para a abastecer o seu carro.

Se o preço se manter, ela observou que poderá voltar a sair um pouco mais de casa, para atividades de lazer que foram cortadas com os preços lá em cima. “Está tudo muito caro, ainda mais para quem tem salário de professor”, apontou.

Crise

A crise econômica no país faz com que as vendas de combustíveis registrem queda pela segunda vez consecutiva no primeiro bimestre, segundo a ANP.

Por Emerson Quaresma

 

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