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Cães farejadores vão ajudar nas buscas por helicóptero desparecido em Atalaia, no AM

 

A equipe partiu na manhã desta segunda-feira de Manaus em direção a Tabatinga - foto: Ione Moreno

A equipe partiu na manhã desta segunda-feira de Manaus em direção a Tabatinga – foto: Ione Moreno

Oito homens e dois cães farejadores da equipe de busca e resgates do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas vão ajudar nos trabalhos de localização do helicóptero que desapareceu entre os municípios de Tabatinga e Atalaia do Norte, interior do Amazonas, na última sexta-feira (29).

A equipe partiu na manhã desta segunda-feira (1º) de Manaus em direção a Tabatinga (a 1.106 quilômetros da capital), com a missão e reforçar as equipes da Defesa Civil, Polícia Militar, Aeronáutica e Exército, que já trabalham nas buscas desde sábado.

Os bombeiros da equipe especial vão se integrar a outros nove bombeiros da base de Tabatinga que já estão atuando com as demais equipes. A ideia é traçar um plano de operações que possa colaborar com uma resposta mais rápida.

O helicóptero modelo esquilo AS 350 B2, que sumiu dos radares por volta de 18h da última sexta, prestava serviços à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e partiu do município rumo a Tabatinga em direção a Atalaia (a 1.136 quilômetros de Manaus) com cinco pessoas a bordo, sendo duas indígenas grávidas, uma enfermeira, uma acompanhante e o piloto.

De lá para cá, já são quase três dias de buscas sem nenhuma novidade. A maior dificuldade se deve a área onde a aeronave pode ter caído, de mata muito fechada. Por conta disse as buscas são realizadas apenas durante o dia e interrompidas à noite.

Além da ajuda dos cães farejadores, outra novidade no serviço de buscas é que, a partir de hoje, ele também será feito no rio.

O gerente operacional da Defesa Civil, Donizete Cruz, afirmou que a busca desta segunda-feira seria realizada na região do rio Itaquaí, localizada a apenas 12 minutos de Tabatinga. “Há vários lagos, um buritizal e um igarapé. Não temos condições de prosseguir as buscas por meio terrestre”, justifica Cruz, que chegou à Atalaia do Norte na noite de domingo.

Dificuldades

Líder da investigação do acidente, o comandante do Serviço de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa-7), Alexandre Ricardo do Carmo, informou que a varredura na região é complicada.

“Somos três da equipe de investigação, e mais 15 do grupo de resgate varrendo a aérea em busca do helicóptero, mas ainda não tivemos sucesso. A região tem pouca visibilidade”, apontou.

Segundo Ricardo, as equipes atuaram até a noite deste domingo (31), mas não identificaram nenhum sinal do helicóptero. “A área de mata fechada, com copas altas, e a cor prateada do helicóptero dificultam a visibilidade. Mas vamos continuar a procura nesta segunda”, afirmou o comandante. Ele explicou que as buscas duram até 19 dias.

As equipes de investigação e resgate montaram base no Aeroporto Internacional de Tabatinga. A assessoria de imprensa da Força Aérea Brasileira (FAB) informou que as buscas estão concentradas próximas a Tabatinga, onde o piloto fez o último contato, mas a FAB não soube precisar a área total onde a busca é realizada.

Atalaia e Tabatinga estão a 32 quilômetros de distância. O trecho é vasculhado via terra e ar por militares do Exército, Defesa Civil de cidades próximas, Corpo de Bombeiros, homens do sétimo Serviço Regional de Investigação.

O trabalho também é feito por uma equipe do Seripa-7 e uma equipe de Busca e Salvamento (SAR) da FAB, nas aeronaves Hércules C130 e um helicóptero modelo Black Hawk H60.

 

Por equipe EM TEMPO Online

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