Dia a dia

Caças farão segurança do espaço aéreo de Manaus durante as Olimpíadas

Aeronaves F5 Eco ficarão em alerta 24 horas por dia durante os 7 dias da semana – foto: Gerson Freitas

Aeronaves F5 Eco ficarão em alerta 24 horas por dia durante os 7 dias da semana – foto: Gerson Freitas

Ao menos cinco caças aéreos do Esquadrão do Quarto Grupo de Aviação (GAV) estão prontas para combater, juntamente com outras instituições de defesas, possíveis ameaças de invasões no espaço aéreo de Manaus, durante a realização dos Jogos Olímpicos. As aeronaves F5 eco, de fabricação americana, de última geração, foram apresentadas ontem, durante um evento da Força Aérea Brasileira, realizado no aeroporto internacional Eduardo Gomes, localizado na Zona Oeste.

O major brigador do Ar, Waldeisio Ferreira Campos, informou que as aeronaves ficarão em alerta 24 horas por dia durante os 7 dias da semana, no aeroporto Eduardo Gomes, para possíveis ataques. Ele ressaltou que a inclusão dos caças no sistema de segurança do espaço aéreo, mostra que todas as Forças estão coordenadas nas missões que são complementadas com a participação de todos.

“O efeito das três Forças sempre é muito forte. Estamos preparados para decolar e fazer a interceptação de qualquer eventualidade de invasão no espaço aéreo brasileiro. Aqui em Manaus, duas aeronaves F5, estão apostas no Eduardo Gomes e as outras na base de Ponta Pelada. Porque estamos com a F5 no Eduardo Gomes? Porque daqui ela pode decolar numa configuração mais ofensiva ou mais defensiva, de armamento e combustível que oferece versatilidade maior para aeronave, diferente de Ponta Pelada, que decola com redução no armamento e no combustível. Por isso duas estão localizadas no aeroporto para dar mais facilidade na ação”, disse.

O major explicou que o tempo de ação do piloto para decolar nos caças, vem de Brasília, pelo Comando de Defesa Aéreo Espacial Brasileira. Nas situações de emergência, o pilote tem 15 minutos para colocar a aeronave em plena ação. Em outros casos, a decolagem pode ser feita em até duas horas. Por ser uma aeronave moderna, os caças alcançam até 2.400 quilômetros por hora, tendo uma autonomia de voo de aproximadamente 4 horas, podendo ser estendido, uma vez que elas possuem a capacidade de serem reabastecidas em voo.

“Por ser supersônica, voa além da velocidade som, mas só empregamos esse regime de voo quando a missão impõe tal situação. Muitas dessas missões são feitas abaixo das nuvens para que os radares não as localizem. Isso é um planejamento internacional de ataque. Os órgãos de controle de tráfego aéreo militares que trabalham nessas missões comunicam Brasília que aciona a aeronave instantaneamente”, frisou.

Waldeisio Ferreira explicou que, em caso de ameaça, existem medidas de policiamento do espaço aéreo, para intimidar ou até abater o suposto invasor. São procedimentos que as aeronaves de defesa realizam quando se aproximam de um alvo.

Primeiramente há uma aproximação da aeronave suspeita, onde é verificado a matricula do avião e repassado ao órgão de controle para identificar a aeronave. Em seguida, é feito um contato bilateral com a tripulação, considerado normas internacionais. Se o suspeito não responder é feito sinais visuais com o piloto, colocando o comando do caça a vista, para tentar mudar a rota da aeronave suspeita.

Caso esses procedimentos não apresentem sucesso, o comando do caça passar para uma fase mais agressiva, lançando um tiro para frente que é facilmente visível pela tripulação e se mesmo assim não surgi resultado, o piloto é autorizado a fazer o tiro de abate.

Finalizando, o major explicou a diferença entre a ação do 4º Gav para a do 4º Bavex, do Comando Militar da Amazônia. “O 4º Bavex trabalha com helicópteros, que faz uma abordagem mais próxima. Já os caça aéreos, voam quase 50 mil pés, podendo interceptar uma ameaça aérea muito mais alto e muito mais longe”.

Para a missão dos jogos olímpicos, a unidade passou por treinamentos específicos. Além da manutenção operacional de rotina, que prevê treinamento dos procedimentos a serem adotados nos jogos. Foram realizados voos, aulas e instruções específicas do evento.

Por Gerson Freitas

 

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