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Cabo da PM acusado de matar programador é preso

O policial se entregou na sede do Comando Geral da Polícia Militar - foto: Ione Moreno

A prisão aconteceu no Comando-Geral do Batalhão na Zona Sul, em cumprimento de mandado já expedido pelo crime – foto: Ione Moreno

O cabo da Polícia Militar, Cláudio Marcelo Pereira de Oliveira, 39, se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (29). O PM é acusado de matar o programador Jonismar Silva Andrade, o “Jonis”, 42, com um tiro no peito durante uma confraternização entre amigos, no dia 23 de janeiro. A prisão aconteceu no Comando-Geral do Batalhão na Zona Sul, em cumprimento de mandado já expedido pelo crime.

O cabo estava de licença médica, alegando sofrer de depressão. Entretanto, em fotos obtidas com exclusividade pelo Jornal AGORA, o cabo aparece em uma festa segurando uma lata de cerveja na mão e depois ingerindo bebida alcoólica.

De acordo com o titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS), delegado Ivo Martins, após ser ouvido na última segunda-feira (24) na especializada foi solicitado à Justiça a prisão do suspeito.

“Conforme o depoimento dele, um pouco distorcido, ele afirmou que atingiu a vítima porque ela tentou tirá-lo do carro. Fato que foi negado por todas as oito testemunhas que foram ouvidas na DEHS. Mesmo assim, o cabo disse que não tinha a intenção de alvejar a vítima. Ele informou, ainda, que não havia ingerido bebida alcoólica, no entanto, testemunhas apresentaram fotos nas quais ele aparece com uma lata de bebida”, informou.

A adjunta da DEHS, Bruna Parente, informou que a prisão foi solicitada por conta da banalidade em tirar a vida de uma pessoa. “A motivação para o crime foi o fato de um grupo de pessoas ter colocado copos de cerveja em cima do carro do suspeito, ele resolveu tomar satisfação e acabou tirando a vida de uma pessoa. Por isso, achamos por melhor solicitar a prisão, que foi aceita hoje (ontem)”, disse.

A Polícia Civil informou que Cláudio Marcelo já responde a um crime de violência doméstica.

Lesão corporal

Além do homicídio, o cabo é suspeito de atropelar o sargento Rios, da 12º Companhia Interativa Comunitária (Cicom), ao furar um bloqueio policial. Depois de ter atirado no programador em uma casa na rua Alagoas, bairro Flores, Zona Centro-Sul.

Conforme a adjunta da DEHS, Bruna Parente, ao prestar depoimento o cabo entregou para a perícia a arma usada no crime, uma PT 380 milímetros e as roupas usadas por ele na ocasião. Ele disponibilizou ainda seu veículo, um Voyage, cor preta e placa NOM 8112.

“Como informaram que na fuga do cabo, quando ele atropelou um sargento, houve troca de tiros o carro dele vai passar por uma perícia para que possamos identificar. Quanto ao atropelamento, ele disse ter saído transtornado e não viu viatura e nem barreira policial”, explicou.

Por Thaís Gama

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