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Buracos comprometem a locomoção dentro do T3

Casal de idosos caminha pela área externa do T3, onde buracos comprometem a locomoção – foto: Ione Moreno

Casal de idosos caminha pela área externa do T3, onde buracos comprometem a locomoção – foto: Ione Moreno

Cadê a acessibilidade? É a pergunta que faz a aposentada Maria Maori da Silva, 68, toda vez que precisa caminhar por dentro do terminal de integração de ônibus 3 (T3), no bairro Cidade Nova, Zona Norte. Na área externa do terminal, logo na entrada, um enorme buraco atrapalha a passagem dos pedestres.

Na parte interna, além de dificultar o tráfego dos ônibus, em dias de chuva a enorme cratera se enche de lama e consequentemente os usuários que esperam o coletivo acabam tomando banho de água suja.

“Todos os dias eu tenho que passar por dentro do terminal, seja para ir ao médico ou para comprar alguma coisa para minha casa. Com esse buraco cheio de lama fica bem complicado. Uma vez eu quase caí, mas as pessoas que passavam por perto me ajudaram a entrar no terminal”, disse a aposentada.

O marido de Maria Maori, Wilson Menezes da Silva, 77, que tem dificuldade para caminhar e utiliza uma bengala para se apoiar, também reclamou da dificuldade de passar por dentro do T3. Segundo ele, o trecho mais crítico está no acesso à rampa dos cadeirantes. Ele contou que por pouco não se machucou ao tentar subir a rampa sozinho.

“As pessoas mais jovens sentem dificuldades para passar por aqui, imagine a gente que é idoso e tem problemas de locomoção. Quando chove, o cenário fica ainda pior, pois, com o buraco a água se acumula e forma uma poça. Aí não dá para passar nem pedestre”, comentou.

Um vendedor ambulante, que preferiu não se identificar, disse que há anos trabalha com vendas no terminal e que o buraco é antigo, porém, devido à falta de manutenção acabou se expandindo. “Às vezes aparece alguém do serviço de obras da prefeitura e joga areia no buraco para tentar dar uma disfarçada, mas não resolve nada e o buraco volta a surgir cada vez maior”, disse.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que até o momento não há solicitações para possíveis manutenções no terminal. O EM TEMPO também procurou a Superintendência Municipal de Transporte Urbanos (SMTU) para falar sobre o assunto, mas as ligações não foram atendidas.

Fiscalização
Na última segunda-feira, uma equipe da Comissão Especial de Políticas Públicas de Acessibilidade (Cepa), da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), realizou uma fiscalização no T3. Na ocasião foi constatado que as irregularidades afetam não apenas as Pessoas com Deficiência (PCDs) mas a população em geral.

De acordo com o presidente da Cepa, deputado Luiz Castro (Rede), a fiscalização fará um relatório sobre as dificuldades encontradas no T3, e o enviará ao Ministério Público do Estado (MPE-AM), à SMTU e à Prefeitura de Manaus, para que as medidas cabíveis sejam adotadas.

Por Michele Freitas

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