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Brigões contam versões diferentes de confusão antes do jogo entre Manaus Fc e Fast

Antes da partida pela última rodada da primeira fase da Copa Amazonas entre Fast e Manaus FC, no estádio Carlos Zamith, o supervisor do Fast, Thiago Durante, e o quarto árbitro da partida, Weden Cardoso, discutiram na beira do campo e o juiz acertou um soco na cabeça do cartola tricolor.

Um dia após o ocorrido, ambos contaram versões diferentes de como decorreu o fato, porém o motivo inicial foi o mesmo. Segundo os brigões, tudo começou quando Weden compareceu ao vestiário fastiano para coletar a assinatura do capitão do time e a lista dos jogadores.

“Ele já entrou no vestiário muito transtornado para recolher a relação dos atletas. Na hora, informei que faríamos duas alterações. Ele foi muito grosseiro e respondeu que o problema era meu. Falou que eu era moleque e tinha que respeitá-lo. Achei estranho e perguntei se era brincadeira. Ele começou a discutir”, contou Durante, que afirma ter como testemunhas o diretor Rodrigo Novais e o treinador Darlan Borges.

Após isso, Thiago releva ter feito as correções e levado à mesa de arbitragem, onde entregou para outro membro da arbitragem. Nessa hora, ele viu o policiamento chegar junto com Weden, que gritava que ele deveria ser retirado.

“Não entendi a atitude. Ele estava com o policiamento e mandando me retirar. Falei que estava entregando a súmula. Essa hora, falei se ele tinha contado a grosseria dita no vestiário, foi aí que ele me agrediu”, citou o dirigente.

Com outra versão, Weden conta que o estopim da briga foi ele avisar que a relação não poderia ter rasura, seguindo a regra 3 da arbitragem. Ele afirma que foi ameaçado dentro do vestiário e por isso chamou o policiamento.

“Fui ao vestiário colher a assinatura do capitão. A regra 3 fala que a relação tem que ser entregue sem rasura. Falei para ele e isso foi o estopim. Ele disse que tinha que enfiar a relação no meu rabo e me ameaçou. Estava sozinho e por isso chamei o policiamento. Quando voltei ele continuou me xingando. Não é a primeira vez que faz isso. Já tinha feito isso comigo, apenas me defendi. Ele chegou a tocar com o dedo no meu rosto e revidei”, contou Cardoso, que relembrou que o dirigente, na última rodada do Campeonato Amazonense de Juniores, ameaçou o árbitro Edmar Campos da Encarnação de morte.

“Já citamos esse rapaz, mas ele nunca é julgado. Foram vários eventos para chegar a esse. Ganhou notoriedade por ter sido um árbitro, mas atrás tem um pai de família e tem que defender sua honra. Não vou chegar em casa e olhar para os meus filhos e pensar que fui um frouxo. Um ou outro (dirigente) que destoa, mas o Thiago é insuperável. O histórico fala isso. Ele tem 14 casos nas súmulas. O que me preocupa é saber que os pais deixam as crianças do Fast trabalhar com um rapaz desse. Não acredito que ele edifique algum garoto”, complementou Weden.

Caso de polícia

Na manhã de ontem (28), Thiago Durante registrou um boletim de ocorrência contra Weden Cardoso e o caso seguirá nos tribunais. O supervisor do Fast adiantou que irá atrás dos seus direitos e não desistirá do processo.

Por Thiago Fernando

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