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Brasil tem 411 mortes relacionadas à gripe H1N1; São Paulo lidera casos

A expectativa do governo é que o número de casos diminua com o avanço da campanha nacional de vacinação contra a gripe  - foto: divulgação

A expectativa do governo é que o número de casos diminua com o avanço da campanha nacional de vacinação contra a gripe – foto: divulgação

O Brasil já registra 444 mortes por complicações de gripe, das quais 411 estão relacionadas ao vírus da gripe A H1N1, que tem circulação predominante neste ano. Os dados são de boletim atualizado do Ministério da Saúde, que abrange informações enviadas pelos Estados e municípios até 30 de abril.

Entre os Estados, São Paulo concentra cerca de metade dos registros, com 202 mortes. Em seguida, estão Rio Grande do Sul (31), Goiás (22), Santa Catarina (21), Paraná (16), Minas Gerais (13), Pará (13), Bahia (13) e Espírito Santo (11). Outros dez Estados apresentam menos de dez casos cada.

Balanço aponta ainda 2.467 casos de síndrome respiratória aguda grave por gripe, que ocorre quando há sinais de agravamento dos sintomas, como falta de ar. Deste total, 2.085 são por H1N1. Os casos são contabilizados após a internação de pacientes na rede de saúde.

Boletim anterior do Ministério da Saúde, com dados até 23 de abril, apontava 290 mortes relacionadas ao H1N1 e 1.571 casos graves.

Apesar de um avanço nos registros, a avaliação da equipe técnica da pasta é que o crescimento segue a tendência de anos anteriores marcados por uma maior circulação de vírus da gripe, como 2013 – quando também houve forte epidemia especialmente no Sul e Sudeste do país. Naquele ano, foram 955 mortes por gripe, sendo 768 confirmadas para o vírus H1N1.

Vacinação

A expectativa do governo é que o número de casos diminua com o avanço da campanha nacional de vacinação contra a gripe. Neste ano, a campanha foi iniciada em 30 de abril e segue até 20 de maio.

Alguns Estados, no entanto, anteciparam a aplicação das vacinas mais cedo para parte do público-alvo. A medida ocorreu devido à preocupação com um aumento de casos de gripe fora do período esperado.

Podem receber a vacina na rede pública idosos, crianças de seis meses a cinco anos, trabalhadores de saúde, gestantes, mulheres que deram à luz há até 45 dias, povos indígenas, presos, funcionários do sistema prisional e pessoas com doenças crônicas.

A escolha destes grupos, considerados de maior risco de complicações da gripe, segue orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde). A meta da campanha nacional é vacinar até 80% do público-alvo, composto por 49,8 milhões de pessoas.

Além do H1N1, a vacina também protege contra outros dois tipos de vírus da gripe: H3N2 e gripe B.

Por Folhapress

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