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Brasil tem 230 mortes relacionadas à gripe H1N1; São Paulo lidera casos

O novo balanço, que abrange dados contabilizados até o dia 16 de abril, mantém o padrão de crescimento de casos próximo ao observado nas duas semanas anteriores - foto: divulgação

O novo balanço, que abrange dados contabilizados até o dia 16 de abril, mantém o padrão de crescimento de casos próximo ao observado nas duas semanas anteriores – foto: divulgação

O Brasil já registra 230 mortes relacionadas à gripe pelo vírus H1N1, um aumento de 50% em comparação aos dados registrados na última semana, segundo o Ministério da Saúde. Os dados são de novo boletim epidemiológico de influenza, divulgado pela pasta nesta segunda-feira (25). Relatório anterior apontava 153 mortes já confirmadas.

O novo balanço, que abrange dados contabilizados até o dia 16 de abril, mantém o padrão de crescimento de casos próximo ao observado nas duas semanas anteriores.

Neste ano, no entanto, os casos de gripe iniciaram mais cedo do que o esperado – em geral, o aumento costuma ser verificado no fim de abril e início de maio, com a chegada do inverno.

Para o governo, os dados indicam que a “estação da gripe” já começou. Situação semelhante foi registrada em 2013, quando também houve aumento de casos, especialmente no Sul e Sudeste.

Boletim do Ministério da Saúde aponta que o H1N1 tem maior circulação neste ano em relação a outros vírus da gripe. De 250 mortes por gripe, 230 são de pacientes que tiveram resultado positivo para o H1N1 em exames.

Entre os Estados, São Paulo ainda lidera em registros, com 119 mortes por complicações da gripe A H1N1. Em seguida, estão Santa Catarina (20), Rio de Janeiro (17), Rio Grande do Sul (13), Goiás (11), Minas Gerais (10), Bahia (8), Pará (6) e Paraná (4). Também há registros em outros dez Estados, com um a três casos cada.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que está monitorando os casos de H1N1 nestes locais em parceria com as secretarias de saúde.

Casos graves

Além das mortes, o ministério também contabiliza 1.365 casos de síndrome respiratória aguda grave por H1N1 em todo o país. Na última semana, havia 1.012 registros, um crescimento de 35%. O índice, porém, é menor se comparado ao boletim anterior, quando o aumento foi de 47,5%.

Os dados são registrados a partir da internação de pacientes na rede de saúde. O quadro é caracterizado por febre, tosse ou dor de garganta e, principalmente, pela dificuldade para respirar – sinais que indicam a possibilidade de agravamento dos sintomas.

O registro antecipado de casos de gripe também levou os Estados a anteciparem a vacinação anual para parte do público-alvo. No Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, por exemplo, a vacina começa a ser aplicada neste segunda-feira (25).

Já a campanha nacional está programada para 30 de abril a 20 de maio. A vacina é ofertada para gestantes, idosos, mulheres que deram à luz há pouco tempo, crianças entre seis meses a cinco anos, profissionais de saúde, presos e funcionários do sistema prisional e pessoas com doenças crônicas. Além do H1N1, a vacina protege contra outros dois subtipos de vírus da gripe: o H3N2 e o influenza B.

Por Folhapress

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