Cultura

Brasil sai sem prêmios principais em mostra do Festival de Berlim

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A seção exibiu nesta edição 51 filmes de 33 países – foto: divulgação

Apesar de ter largado bem e em quantidade -com três filmes no total-, o Brasil saiu sem os prêmios principais na Panorama, mostra paralela à competição oficial do júri do Festival de Berlim. A seção exibiu nesta edição 51 filmes de 33 países.

Concorriam “Mãe Só Há Uma”, drama sobre transexualidade dirigido por Anna Muylaert; “Antes o Tempo não Acabava”, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo, ficção sobre o choque cultural de um índio que abandona sua aldeia; e “Curumim”, documentário de Marcos Prado a respeito do primeiro brasileiro executado na Indonésia.

O troféu de melhor filme segundo o público foi para o germano-israelense “Junction 48”, de Udi Aloni, drama sobre um rapper palestino que faz rimas contra a opressão de Israel numa cidade pobre próxima a Tel Aviv.

Outro título israelense, a coprodução com o Reino Unido “Who’s Gonna Love Me Now”, de Barak e Tomer Heymann, levou como melhor documentário da Panorama por seu retrato de um homem que precisa refazer os laços com sua família após deixá-la para viver livre como gay em Londres.

O prêmio da Fipresci, federação que reúne a imprensa cinematográfica, foi para o franco-suíço “Aloys”, de Tobias Nölle, suspense sobre um homem em misteriosa simbiose com seu pai.

No ano passado, o drama social “Que Horas Ela Volta?”, de Muylaert, saiu com o prêmio de público na Panorama. “Mãe Só Há Uma” foi ovacionado e ganhou críticas elogiosas da revista “The Hollywood Reporter”. “Curumim” também gerou alguma comoção na Alemanha por mostrar a trajetória descendente do carioca Marco Archer.

Prêmio Teddy

“Mãe Só Há Uma”, contudo, foi lembrado pelo Teddy, a premiação que há 30 anos homenageia as produções com temática LGBT: o filme de Muylaert saiu com o prêmio concedido pela revista alemã “Männer”, voltada ao mesmo tipo de público.

Já o Teddy de melhor filme de ficção foi para o austríaco “Kater”, sobre um casal gay que tem de lidar com os primeiros sinais de enlouquecimento de um deles, e o de melhor documentário foi para “Kiki”, que retrata a cena gay negra dos EUA.

Por Folhapress

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