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Brasil quebra jejum de 12 anos e fatura ouro no vôlei de praia com Bruno e Alison

Sob chuva, os italianos começaram melhor, abriram 5 a 1, mas os brasileiros viraram o placar - foto: divulgação/CBV

Sob chuva, os italianos começaram melhor, abriram 5 a 1, mas os brasileiros viraram o placar – foto: divulgação/CBV

O Brasil retomou o alto do pódio do vôlei de praia. Com Alison, 30, e Bruno Schmidt, 29, o país volta a conquistar o ouro olímpico após Jaqueline e Sandra, em Atlanta-1996, e Ricardo e Emanuel, em Atenas-2004.

A terceira conquista veio após a dupla brasileira vencer os italianos Paolo Nicolai e Daniele Lupo por 2 sets a 0 (parciais de 21/19 e 21/17) na madrugada desta quinta para sexta-feira (19), na arena de Copacabana, no Rio.

Sob chuva, os italianos começaram melhor, abriram 5 a 1, mas os brasileiros viraram o placar no 9 a 8 e se mantiveram à frente no set.

No segundo set, novamente melhor início da dupla da Itália. Com destaque para o bloqueio e a defesa, os europeus abriram 8 a 5.

Sem o ataque de Alison funcionar, Bruno salvou na defesa. Quando o parceiro voltou a bloquear bem, o Brasil virou no 15 a 14. Até o fim, embalados pela torcida, foi só festa.

“Estou exausto. Há duas semanas sem conseguir dormir. Só dormindo quatro horas por dia. Pai, dedico o título a você. Por três vezes eu quis parar tudo e você não deixou”, disse Bruno à Globo.

O pai de Bruno, Luiz Felipe, é jogador amador de vôlei. Os brasileiros eram favoritos, após a conquista do título mundial em 2015.

A dimensão do jogo ultrapassa os Jogos Olímpicos. Em sites de apostas internacionais, uma vitória de Alison e Bruno estava pagando US$ 1,3 a cada US$ 1 apostado. A vitória dos italianos pagava US$ 3,15 por cada dólar.

Alison e Bruno fizeram campanha com seis vitórias e uma derrota.
Em Londres-2012, Alison havia conquistado a medalha de prata, ao lado do então parceiro, Emanuel.

Com a medalha de ouro no masculino e a prata no feminino, o vôlei de praia repete as melhores performances brasileiras, as de Atlanta-1996 e Atenas-2004.

Na história da modalidade, o Brasil venceu duas finais e perdeu sete. O sétimo vice-campeonato ocorreu na madrugada desta quinta (18), quando Ágatha e Bárbara foram batidas pelas alemãs Laura Ludwig e Kira Walkenhorst por 2 a 0.
Larissa e Talita, que tinham a chance de ganhar o bronze, perderam a disputa do terceiro lugar para as americanas Walsh e Ross.

Apesar do ouro e da prata, o desempenho é abaixo da meta estabelecida pela CBV (Condeferação Brasileira de Vôlei), desde o ano passado.

O objetivo da entidade era conquistar seis medalhas no Rio, quatro na praia e duas na quadra. Nas areias de Copacabana foram duas. No Maracanãzinho, a única possibilidade é com a equipe masculina, que está na semifinal.

Por Folhapress

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