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Brasil joga pressionado em país que ainda não venceu nas eliminatórias

A seleção brasileira de Dunga entra em campo pressionada nesta terça-feira (29), em Assunção, no Paraguai - foto: divulgação

A seleção brasileira de Dunga entra em campo pressionada nesta terça-feira (29), em Assunção, no Paraguai – foto: divulgação

A seleção brasileira de Dunga entra em campo pressionada nesta terça-feira (29), em Assunção, no Paraguai, para jogar justamente em um dos três países em que jamais conseguiu vencer desde que as eliminatórias para a Copa do Mundo passaram a ser disputadas por pontos corridos -no Mundial de 1998, na França.

Foram três participações do Brasil nesse formato -não precisou disputar nas eliminatórias para 1998, já que era o atual campeão e naquela época a vaga era direta, e para a Copa-2014, quando foi o anfitrião e estava automaticamente classificado.
Desde então, fez 29 partidas como visitante, contra nove rivais diferentes, e só não ganhou no Paraguai, no Equador e na Bolívia -foram 8 vitórias, 12 empates e 9 derrotas no total.

Levando em conta que contra equatorianos e bolivianos os jogos são em Quito e La Paz, e há o fator altitude (que para atletas não acostumados torna mais difícil respirar e, portanto, o cansaço é maior), no estádio Defensores Del Chaco, na capital paraguaia, é onde a seleção enfrenta maiores problemas atuando em situação normal.

Contra os paraguaios, foram duas derrotas e um empate nas eliminatórias nesse formato, mesmos resultados conseguidos frente Equador e Bolívia. Até a Copa de 1994, as eliminatórias eram em formato de grupos, em que não se enfrentava todas as seleções do continente.

Com essa regra, o Brasil já bateu o Paraguai em Assunção em 1985, 2 a 0, 1977, 1 a 0, 1969, 3 a 0 com o time que seria tricampeão no ano seguinte, e 1 a 0 em 1954.

“A marcação deles [paraguaios] é forte, normalmente. Também pressionam e têm jogadores experientes”, disse Dunga.

Em junho de 2008, Dunga sentiu na pele a dificuldade em atuar no Defensores Del Chaco. A derrota por 2 a 0 mandou o time para a quinta posição na tabela de classificação, o limite para tentar ir à Copa da África do Sul, em 2010, já que é a vaga que leva à repescagem -os quatro primeiros se garantem no Mundial.

Foi o momento de crise de Dunga na seleção em sua primeira passagem, já que no jogo anterior havia perdido da Venezuela, em amistoso, a primeira derrota na história para o adversário, e na partida seguinte um empate sem gol contra a Argentina, no Mineirão, onde recebeu muitas vaias -ele só não perdeu o emprego porque, em setembro, bateu o Chile fora por 3 a 0.

O Defensores Del Chaco, estádio com capacidade para pouco mais de 42 mil pessoas e inaugurado em 1917 passou por algumas reformas, principalmente para a Copa América de 1999, mas para a seleção recém-acostumada a jogar em casa nas arenas modernas feitas para a Copa, haverá diferença.

Instalações antigas, vestiário apertado, e pressão da torcida são as características do estádio que pertence à Associação de Futebol do Paraguai, algo pouco comum -a CBF, por exemplo, nunca teve um estádio seu no Brasil.

O time precisa da vitória para não correr o risco de sair da zona de classificação para a Copa-2018 -antes do início da sexta rodada, que será toda disputada nesta terça, o Brasil está em terceiro, com 8 pontos, mas pode cair até para sétimo em caso de derrota e vitórias de Chile, Argentina e Colômbia.

Por Folhapress

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