Mundo

Brasil conquista recorde de medalhas na Olimpíada de Astronomia e Astronáutica

O Brasil conquistou o primeiro lugar na 7ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa), encerrada no último domingo, nos municípios do Rio de Janeiro e Barra de Piraí  e estabeleceu um novo recorde de medalhas para o país. A delegação de estudantes do Brasil conseguiu quatro medalhas de ouro e uma de prata.


Renner Lucena, Ana Schuch, Gustavo Guedes, Leonardo Martins e Vítor Gomes – Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica

Renner Lucena, Ana Schuch, Gustavo Guedes, Leonardo Martins e Vítor Gomes, brasileiros que ganharam medalhas nas olimpíadasCarlos Pinho – Divulgação Olla

“Para o Brasil, [o resultado] não podia ter sido melhor. Foi o nosso recorde. Já obtivemos quatro de ouro, no passado, mas com uma [medalha] de bronze. Esta é a maior premiação que já tivemos”, disse o astrônomo João Batista Garcia Canalle, presidente da olimpíada. Dois medalhistas – Gustavo Guedes Faria, de São José dos Campos (SP) e Vítor Gomes Pires, de São Paulo (SP), tiveram a melhor prova em grupo, ficando a melhor prova individual com outra brasileira, Ana Paula Lopes Schuch, de Porto Alegre (RS). O Brasil foi eleito ainda o melhor companheiro da disputa.

A abertura da Olaa e a prova de planetário ocorreram no Planetário da Gávea, na capital fluminense, de onde as delegações seguiram para o Hotel Fazenda Ribeirão, em Barra do Piraí, para  as demais atividades. Os estudantes visitaram o Observatório do Pico dos Dias, em Brazópolis (MG) e o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Antes, eles estudaram com especialistas no Observatório Abrahão de Moraes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), e aprenderam mais sobre a disciplina, posteriormente, no Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Brazópolis (MG), onde fizeram treinamentos. “O treinamento surtiu efeito”, avaliou Canalle.

O presidente da olimpíada disse que, além de estimular o estudo das ciências, o evento reforça a integração entre os países. “Não temos provas em grupos de países, porque isso só aumentaria o nível de competição entre nações. Temos duas provas em grupo de três ou quatro alunos, mas cada aluno é de um país diferente. Com isso, você mostra para eles que é assim que se faz ciência, de forma coletiva e com cooperação realmente internacional, diminui as barreiras e aproxima os alunos e os cientistas”.

Incluindo o resultado da 7ª Olaa, o Brasil soma um total de 20 medalhas de ouro, 13 de prata e duas de bronze. Essa foi a terceira vez que o Brasil sediou o evento. Em 2016, a olimpíada deverá ter como sede a cidade argentina de Córdoba. Nos anos seguintes, o evento ocorrerá no Chile (2017), Paraguai (2018) e México (2019).

A 7ª Olaa reuniu 38 estudantes do ensino médio de oito países latino-americanos (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Uruguai). Todos os alunos se classificaram por meio das olimpíadas nacionais de astronomia e astronáutica de seus respectivos países. As provas foram divididas em teoria, prática e reconhecimento do céu. Canalle acredita que nas próximas edições poderá aumentar o número de países participantes. “Este ano, tivemos o Peru como observador”.

A Olaa foi fundada na cidade de Montevidéu (Uruguai), a partir de uma proposta do Brasil, e é feita desde 2009 sob a coordenação de astrônomos de vários países.

Por Agência Brasil

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir