Economia

Bovespa sobe e fecha semana no maior nível em quase 10 meses

A Bovespa registrou ganho de 5,84% neste ano, o Ibovespa acumula valorização de 22,79% - foto: divulgação

A Bovespa registrou ganho de 5,84% neste ano, já o Ibovespa acumula valorização de 22,79% – foto: divulgação

Em um dia de euforia no mercado de ações, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuperou-se da queda de ontem (14) e fechou no maior nível em nove meses. O Ibovespa, índice da Bolsa de São Paulo, encerrou esta sexta-feira (15) com alta de 1,56%, aos 53.228 pontos. O indicador fechou na maior pontuação desde 26 de junho do ano passado (54.017 pontos).

Somente nesta semana, a Bovespa registrou ganho de 5,84%. Neste ano, o Ibovespa acumula valorização de 22,79%. As ações da Petrobras, papéis mais negociados, fecharam no maior nível em nove meses. As ações ordinárias (com direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 3,92% e chegaram a R$ 11,92, e as preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) saltaram 5,79% e passaram para R$ 9,69.

No mercado de câmbio, o dólar subiu, depois das quedas dos últimos dias. O dólar comercial teve valorização de R$ 0,048 (1,38%) e encerrou o dia vendido a R$ 3,524. Ontem, a moedaamericana tinha fechado em R$ 3,476, no menor nível desde agosto do ano passado. Mesmo com a alta de hoje, o dólar fechou a semana com queda de 2%. Em 2016, a divisa acumula queda de 10,74%.

A alta do dólar ocorreu num dia em que a maior parte dos Bancos Centrais de países emergentes atuou para conter a queda da moeda norte-americana. No Brasil, o Banco Central fez três leilões de swap cambial reverso, que equivale à compra de dólares no mercado futuro. Ao todo, a autoridade monetária leiloou US$ 4,4 bilhões em contratos do tipo.

No cenário externo, o dólar foi pressionado pelo desempenho da economia chinesa, que cresceu 6,7% no primeiro trimestre, em índices anualizados (quando o crescimento de um trimestre é projetado para os 12 meses anteriores). Essa foi a menor expansão para os três primeiros meses do ano desde 2009. A desaceleração da China afeta países exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil.

Por Agência Brasil

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