Editorial

Botando o bloco na rua

A Juventude do Partido dos Trabalhadores do Amazonas (JPT-AM) marcou para amanhã, às 14h, em sua sede na avenida Constantino Nery, ao lado da sede do Sinetram, a apresentação de uma carta manifesto “sobre os reais motivos do aumento da tarifa do transporte público, pela tarifa zero” e ampliação do debate sobre a mobilidade urbana. São assuntos tão antigos que um observador céptico diria que a discussão “nem Ford nem sai de Simca”. Isto é, não avança, porque se faz dentro de um círculo vicioso.

Os jotapetistas referem uma “falta de clareza das planilhas de custos do transporte público”. Quando o PT ainda não decepcionara nem o Lula (na sexta-feira, na festa dos 35 anos do partido, em Belo Horizonte-MG, o ex-presidente desceu das alturas e reconheceu que “o PT tem se tornado cada vez mais um partido igual aos outros”, sua melhor militância já levara para dentro da Câmara Municipal de Manaus a urgência de se conhecer os reais ganhos das empresas de ônibus, que permanece sem o menor controle, sequer da Receita Federal; há até mesmo quem sugira que a catraca das empresas funcione como o jogo do bicho, jamais se sabe o quanto o negócio movimento em dinheiro.

Nas histórias policiais o detetive sabe que deve seguir o dinheiro para chegar aos responsáveis pelo que estão investigando. Na catraca dos ônibus e no jogo do bicho não tem sido fácil “seguir o dinheiro”. E este é um momento em que as empresas de ônibus têm o próprio governo federal petista fabricando motivos para aumentos. Quanto à mobilidade urbana, o expediente é seguir as pegadas do Plano Diretor da Cidade: alguém deve ter pedido vista e sentado em cima do processo. Nesse caso, siga-se o mapa da consttução civil e seu “boom” imobiliário. Nada mais saudável do que uma juventude botando o bloco na rua.

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