Economia

Bolsa pode emplacar 9ª alta seguida com otimismo interno; dólar cai

O otimismo com a recuperação da economia brasileira impulsiona o Ibovespa nesta segunda-feira (18), que opera acima dos 56.000 pontos, renovando a máxima pontuação em 14 meses. O índice pode encerrar a sessão com a nona alta consecutiva.

O dólar recua, apesar de mais uma ação do Banco Central no câmbio, assim como os juros futuros.

No exterior, os mercados globais iniciaram o pregão com certa cautela, absorvendo a tentativa de golpe frustrada na Turquia, mas o humor foi melhorando ao longo do dia. O foco dos investidores são os balanços do segundo trimestre que começam a ser divulgados a partir desta semana.

 

Bolsa

O Ibovespa subia há pouco 0,95%, aos 56.104,95 pontos, em meio às perspectivas melhores para a economia brasileira.

“Tem muita gente recompondo a carteira, comprando ações que não tinha antes, apostando na alta do índice”, comenta um operador do mercado financeiro.

Pesquisa Datafolha mostra que as expectativas dos brasileiros sobre o futuro da economia do país e em relação à sua situação pessoal deram um salto nos últimos meses e atingiram o maior patamar desde dezembro de 2014.

Conforme o levantamento, realizado nos dias 14 e 15 de julho, os brasileiros estão mais confiantes em relação à queda da inflação, à diminuição do risco de ficar desempregados e ao aumento do poder de compra.

Segundo analistas, a perspectiva é de forte entrada de recursos no país após a conclusão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os investidores apostam no afastamento definitivo de Dilma.

O índice também sofre influência do vencimento de opções sobre ações nesta segunda-feira.

As ações a Petrobras subiam 2,17%, a R$ 11,26 (PN), e 0,98%, a R$ 13,35 (ON), apesar do recuo do petróleo no mercado internacional.

Os investidores repercutem a entrevista do presidente da Petrobras, Pedro Parente, à Folha, na qual ele afirma que não haverá “dogmas” na venda de ativos da estatal e admitiu estudar o controle compartilhado com o setor privado de algumas subsidiárias, como a BR Distribuidora ou a Transpetro.

Dogma, para Parente, é apenas a privatização da estatal. “Não acho que a sociedade brasileira esteja madura para sequer discutir, isto sim é dogma, a privatização da Petrobras.”

Para a equipe de análise da Guide Investimentos, o compartilhamento do controle de alguns ativos poderá acelerar o processo de venda de ativos no curto prazo, o que tende a melhorar a estrutura financeira da empresa. “A maximização de valor, com o repasse de ativos para a iniciativa privada, tende a ser a principal forma da empresa se desalavancar”, acrescenta.

Os papéis PNA da Vale subiam 0,36%, a R$ 13,79, e os ON recuavam 1,08%, a R$ 17,15.

No setor financeiro, Itaú Unibanco PN ganhava 1,61%; Bradesco PN, +1,62%; Banco do Brasil ON, +2,12%; Santander unit, +0,67%; e BM&FBovespa ON, +1,34%.

Câmbio e juros

O dólar à vista perdia há pouco 0,70%, a R$ 3,2482. O dólar comercial subia mais cedo, mas virou e caía 0,21%, a R$ 3,2480.

O BC leiloou nesta manhã mais 10.000 contratos de swap cambial reverso, operação equivalente à compra futura de dólares, no montante de US$ 500 milhões.

Desta forma, o estoque de swap cambial tradicional (que corresponde à venda futura da moeda) do BC caiu para US$ 57,135 bilhões.

No mercado de juros futuros, o contrato de DI para 2017 recuava de 13,875% para 13,865%; o contrato de DI para janeiro de 2021 caía de 11,970% para 11,950%.

O Boletim Focus, pesquisa realizada pelo BC junto a economistas e instituições financeiras, deixou inalterada em 7,26% a projeção para a inflação neste ano, mas melhorou a expectativa para 2017, que caiu de 5,40% para 5,30%. Com isso, se situaria abaixo da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o próximo ano, que é de 4,5% com 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A perspectiva para a taxa de juros foi mantida em 13,25% neste ano e em 11% em 2017.

Nesta terça (19) e quarta-feira (20), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne para avaliar sua política monetária. A maioria dos analistas espera a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano.

O CDS (credit default swap) brasileiro, espécie de seguro contra calote e indicador de percepção de risco, porém, avançava 0,82%, aos 296,956 pontos.

Exterior

Na Bolsa de Nova York, o índice S&P 500 subia 0,27%; o Dow Jones, +0,16%; e o Nasdaq, +0,64%.

Na Europa, a Bolsa de Londres avançava 0,54%, impulsionada pela notícia de que o japonês SoftBank Group Corp acertou a compra da britânica ARM Holdings PLC por US$ 31 bilhões. As ações da ARM subiam 42% há pouco.

A Bolsa de Paris perdia 0,05%; Frankfurt, +0,28%; Madri, +0,29%; e Milão, +0,38%.

As Bolsas chinesas fecharam em baixa, após dados mostrando que a alta dos preços de moradias desacelerou em junho. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,44%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,34%.

No restante do continente, os índices subiram. No Japão, a Bolsa de Tóquio não abriu por conta de um feriado.

Por Folhapress

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