Economia

Bolsa dispara e dólar cai após abertura do processo de impeachment de Dilma

O dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha desvalorização de 0,69% - foto: divulgação

O dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha desvalorização de 0,69% – foto: divulgação

O mercado financeiro reagia nesta quinta-feira (3) à notícia de que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou o pedido de abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

O principal índice da Bolsa brasileira disparava 3,20% às 10h45 (de Brasília), para 46.352 pontos. O volume financeiro girava em torno de R$ 800 milhões. O movimento era influenciado principalmente pelo forte avanço das ações da Petrobras e dos bancos.

Os papéis preferenciais da Petrobras, mais negociados e sem direito a voto, ganhavam 6,51%, para R$ 8,01 cada um. Já os ordinários, com direito a voto, tinham valorização de 6,96%, a R$ 10,13. As ações de estatais são as que mais sentem impacto da possibilidade de mudança de governo, uma vez que este é o principal acionista dessas companhias.

No setor financeiro, o Itaú tinha valorização de 5,64%, para R$ 28,63, enquanto o Bradesco subia 4,48%, a R$ 21,91. O Banco do Brasil via sua ação avançar 5,96%, para R$ 17,40, e o Santander registrava alta de 4,70%, para R$ 15,57. Os bancos são o segmento com maior participação dentro do Ibovespa.

Das 63 ações que compõem o Ibovespa, apenas quatro tinham queda às 10h30, sendo três exportadoras de celulose, que são prejudicadas pela baixa do dólar na sessão. A Fibria perdia 0,26%, a Klabin caía 0,96% e a Suzano tinha queda de 1,25%.

Quem liderava a ponta negativa do índice era a BR Properties, com forte desvalorização de 17,43%, para R$ 8,62. Na véspera, a companhia anunciou que André Esteves, ex-presidente do banco BTG Pactual que foi preso na semana passada pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, renunciou à presidência de seu conselho de administração.

Na segunda-feira (1º), os acionistas da BR Properties levantaram R$ 223 milhões com a venda de um lote na BM&F&Bovespa. Fontes do mercado disseram à Folha que o vendedor seria o BTG Pactual.

Câmbio

O mercado de câmbio reagia com queda à abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, embora as cotações já tenham se afastado das mínimas registradas no início das negociações nesta quinta.

O dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha desvalorização de 0,69% às 10h45, para R$ 3,818 na venda. Já o dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, recuava 0,41%, para R$ 3,819. Ambas as cotações atingiram mínimas na casa de R$ 3,80 nos primeiros negócios da sessão.

O Banco Central venderá nesta tarde até US$ 500 milhões com compromisso de recompra em 2016. Leilões deste tipo fazem parte da estratégia do BC de fornecer recursos para a demanda sazonal de fim de ano, quando aumenta o valor enviado ao exterior para pagamento de dívidas e remessas de lucros, por exemplo.

A autoridade também dará continuidade nesta sessão aos seus leilões diários de swaps cambiais para estender os vencimentos de contratos que estão previstos para o mês que vem. A operação equivale a uma venda futura de dólares.

No mercado de juros futuros, os principais contratos operavam com sinais opostos na BM&FBovespa. O DI para janeiro de 2016 subia de 14,155% para 14,156%. Já o contrato para janeiro de 2021 apontava taxa de 15,600%, ante 15,680% na sessão anterior.

Por Folhapress

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