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Boko Haram liberta 21 das mais de 200 meninas sequestradas em 2014

A esposa do vice-presidente da Nigéria, Oludolapo Osinbajo, consola uma das 21 meninas de Chibok libertadas após mais de dois anos de sequestro – foto: Agência Lusa

A esposa do vice-presidente da Nigéria, Oludolapo Osinbajo, consola uma das 21 meninas de Chibok libertadas após mais de dois anos de sequestro – foto: Agência Lusa

Há mais de 2 anos do sequestro de 276 garotas pelo grupo terrorista Boko Haram, em uma escola da cidade de Chibok, na Nigéria, 21 das estudantes foram libertadas pelos jihadistas nesta quinta-feira (13).

Segundo Garba Shehu, porta-voz do presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, a libertação das meninas foi “resultado das negociações entre a [nossa] administração e os militantes islâmicos”.

Já o mandatário comentou, em sua conta no Twitter, que a operação teve ajuda do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e do governo da Suíça e que as negociações com o grupo continuarão.

De acordo com publicação BBC, a libertação das garotas aconteceu com o acompanhamento do comitê da Cruz Vermelha, em um ponto de encontro perto da fronteira com Camarões.

A maioria das estudantes, que viajaram para a cidade de Abuja em segurança, agora tem filhos pequenos. Quando chegarem à capital africana, elas devem ser examinadas por médicos e psicólogos antes de voltarem para suas famílias.

Histórico

No dia 14 de abril de 2014, o Boko Haram raptou 276 estudantes de uma escola no Norte da Nigéria. Poucas horas depois, 57 delas conseguiram fugir, mas desde então mais de 200 meninas continuam desaparecidas.

O caso trouxe notoriedade internacional ao grupo terrorista e fez com que a hashtag #BringBackOurGirls (traga de volta nossas meninas) fosse utilizada pelo mundo inteiro, inclusive por personalidades, como a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

Nos sete anos de insurgência do Boko Haram no Nordeste da Nigéria, o grupo, que jurou fidelidade e lealdade ao Estado Islâmico, matou mais de 30 mil pessoas e sequestrou outras centenas.

Agência Ansa

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