Cultura

Boi vencedor do Festival de Parintins será conhecido nesta segunda-feira

A lenda amazônica ‘Paitunaré’, do Boi Caprichoso, foi reapresentada na última noite do festival – foto: Lucas Paulino

A lenda amazônica ‘Paitunaré’, do Boi Caprichoso, foi reapresentada na última noite do festival – foto: Lucas Paulino

Parintins (AM) – O campeão da 51ª edição do Festival Folclórico de Parintins será conhecido nesta segunda-feira (27), após a apuração, das notas dos jurados, prevista para ocorrer a partir das 11h, pela Comissão Julgadora, na sala de imprensa do bumbódromo. Enquanto o boi da Baixa de São José luta pelo título de campeão, o Touro Negro tenta o bicampeonato.

A terceira e última noite do evento, realizada ontem, teve apenas sete itens avaliados pelos jurados, que foram apresentador (item 1), levantador de toadas (item 2); batucada ou marujada (item 3), amo do boi (item 6), boi-bumbá evolução (item 10). Toada, letra e música (item 11) e galera (item 19).

Com o bumbódromo lotado em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) o bumbá Caprichoso abriu a última noite com o tema “Viva Nossa Gente”.

“Foi uma noite de transformações alegóricas”, disse o artista Chico Cardoso, membro do Conselho de Artes do boi, referindo-se ao fato de ter de fazer adaptações em alegorias apresentadas nas duas primeiras noites de disputa.

O Caprichoso iniciou a sua apresentação enfatizando, por meio de sua lenda amazônica “Paitunaré”, de autoria do artista Emerson Brasil, as crenças que enriquecem o folclore regional.

A alegoria foi a mesma da segunda noite, mudando apenas a interpretação dada no retorno à arena na noite de ontem. “Ontem ‘Paitunaré’ mostrou como ainda é muito forte o lendário amazônico, presente na vida de todos nós que moramos na Amazônia”, afirmou Emerson Brasil.

“Fechamos com muita alegria, cor, folclore e vibração”, comemorou o vice-presidente do boi, Rossy Amoedo. A jovem Lúcia Bernardes Cardoso, natural de São Paulo, que todos os anos vem ao festival também comemorou a apresentação do boi azul. “Nunca vi o Caprichoso tão bonito”, disse.

Folclore amazônico

O boi-bumbá Garantido fechou a 51ª edição do festival, celebrando o folclore Amazônico. As alegorias do Seringueiro, dos artistas Ito Teixeira e Carivardo, o ritual Yurupari, do artista Kennedy Prata, além da celebração folclórica, também de responsabilidade de Ito Teixeira e Carivardo, e a lenda amazônica de Francinaldo Guerreiro, detalharam a proposta que o boi trouxe para a arena do bumbódromo.

“O Garantido como sempre superando as expectativas”, avaliou o compositor Tadeu Garcia, que acompanhou de perto a evolução do boi.

Para a advogada Ana Carmém Tavares, que veio de Belém (PA) para o evento, o festival foi diferente, mas bem frequentado. “Senti falta do intenso movimento dos outros festivais, principalmente no aeroporto, mas aqui na arena a vibração não sofreu nenhuma alteração, continua a mesma e, sobretudo, emocionante”, destacou.

Por Tadeu de Souza

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