Economia

Blindagem automotiva é a aposta contra criminalidade

Proprietário de um das empresas especializada em blindagem de Manaus, Marcelo Bivagua, revela que executa o serviço em 10 carros por mês. foto: Raimundo Valentin

Proprietário de um das empresas especializada em blindagem de Manaus, Marcelo Bivagua, revela que executa o serviço em 10 carros por mês. foto: Raimundo Valentin

Na tentativa de se precaver contra a crescente criminalidade e as deficiências da segurança pública, a blindagem automotiva tem sido umas das alternativas mais procuradas pelos manauenses. Uma tecnologia criada para a guerra, e utilizada especialmente em veículos para a proteção pessoal contra armas de fogo, o custo de serviço para blindar um carro pode ultrapassar até R$ 40 mil, dependendo do modelo automotivo do cliente. Para executar o serviço, leva-se de 15 até 30 dias úteis.

Diferente do que acontecia há alguns anos, a procura pelos serviços teve um “boom” no mercado local. Isso porque algumas empresas que realizam o serviço investiram na utilização de um composto que suporta até as altas temperaturas da cidade nesta época do verão.

Para que se entenda um pouco mais a respeito dos tipos de blindagem de carros disponíveis, uma das empresas que executa esse tipo de serviço na cidade, a Piquet Blindagens, destaca que existe uma tabela que regulamenta as características e resistências proporcionadas de acordo com a blindagem. O nível de blindagem automotiva mais utilizado no país é o 3-A, que suporta até tiros de pistolas 9 milimetros e revólveres PT 44 Magnum. Esse nível de proteção é o mais adequado a atual realidade enfrentada nos grandes centros, pois garante proteção contra as maiores ameaças de armas curtas de fogo (revólveres, pistolas e submetralhadoras).

Atualmente, também estão comercialmente disponíveis alguns tipos de blindagem adequadas para passeio. Os diversos serviços disponíveis proporcionam resistência e proteção a uma diversidade de características e calibres de projéteis.

Progresso

O avanço da tecnologia permitiu que a blindagem automotiva, que em tempos atrás era feita integralmente com a aplicação de aço, pudesse ser realizada com o uso de mantas de aramida, tecido formado por fibras muito leves, mas de alta resistência e de grande absorção de energia.

Segundo Marcelo Bivagua, proprietário da Piquet Blindagens, a cada mês, a empresa faz esse trabalho em aproximadamente dez carros. “Nosso mrcado está crescendo cada vez mais. E se hoje eu consigo manter a empresa no mercado, devo isso a qualidade dos meus serviços prestados com satisfação garantida dos meus clientes. Produtos desenvolvidos que servem para a região em 10 anos de garantia. Resistência que aguenta o calor, choque e fazem toda a diferença”, ressaltou o empresário

A blindagem mais leve, conhecida como blindagem nível 1, é composta pelo material chamado de kevlar, que é oferecido aos clientes que desejam se proteger. Com valor a partir de R$ 18.960 – dependendo do modelo do automóvel – representa 60% a menos que uma blindagem tradicional-, sendo assim mais acessível em relação a blindagens mais pesadas. De acordo com especialistas do ramo, os vidros desse tipo de blindagem são de 13 milímetros revertidos de vidro. O peso deste tipo de blindagem é de 90 quilos – menos da metade do peso de uma blindagem convencional – dividido em todo o carro, não comprometendo assim o desempenho do mesmo.

A blindagem mais leve pode suportar munições de pistolas tipo PT 45, 380, 765 e pistola 9 milímetros, sendo o último de uso exclusivo das forças armadas.

De acordo com o gerente técnico da empresa do ramo de blindagem Dupont Armura, Allan Goham, a maior vantagem deste tipo de serviço é a preservação das características originais do veículo, fazendo com que o desgaste excessivo das peças seja inexistente. “Uma blindagem mais pesada vai consumir mais a partilha de freio, o amortecedor vai diminuir a vida útil, e isso faz com que você tenha que antecipar a troca de alguns componentes do carro. O baixo peso do carro mantém a revisão padrão da concessionária”, disse.

Por Lindivan Vilaça

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