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Blatter disse que vai sair e convoca novas eleições

Quatro dias após ser reeleito presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter anunciou que renunciou ao cargo de presidente da entidade. Ele convocará novas eleições entre dezembro de 2015 e março de 2016.

Blatter foi reeleito para o seu quinto mandato à frente da entidade na última sexta-feira (29) em meio ao escândalo de corrupção da Fifa. Na última quarta-feira (27), sete cartolas da Fifa, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin, foram presos em Zurique a pedido das autoridades americanas sob acusação de corrupção.

Na eleição, o suíço venceu seu único adversário, o príncipe da Jordânia, Ali bin Al-Hussein.

O príncipe desistiu de participar do segundo turno depois que Blatter obteve 133 votos na primeira primeira votação entre 209 federações. Pelas regras, como nenhum dos dois candidatos atingiu dois dois terços dos votos, haveria a necessidade de um segundo turno, quando então se exige apenas maioria simples.

Com os 133 votos, Blatter já tinha, em tese, essa maioria. O príncipe, que conquistou 73 votos, então abriu mão da disputa. Três votos foram nulos.

Blatter, 79, passou 17 anos na presidência da Fifa. Ficou a sete de igualar o tempo de permanência do cargo do seu maior mentor, João Havelange.

Foi o dirigente brasileiro, mandatário entre 1974 e 1998, quem abriu as portas da entidade que controla o futebol mundial para o antigo chefe de relações públicas da secretaria de Turismo de Valais, um dos cantões (semelhantes a Estados) do país onde nasceu.

Blatter entrou na Fifa como diretor-técnico apenas um ano depois de Havelange chegar ao poder. Em 1981, assumiu o segundo maior cargo do órgão.

Nos 17 anos em que trabalhou como secretário-geral, foi braço direito do brasileiro.

Quando Havelange decidiu deixar o cargo, em 1998, nada mais natural que fizesse do suíço o seu sucessor.

A primeira eleição de Blatter na Fifa foi a mais apertada das cinco que ele participou. O ex-secretário-geral derrotou o sueco Lennart Johansson, opositor histórico do dirigente brasileiro, por 111 votos a 80.

Desde então, o suíço se solidificou no poder, apesar de sucessivos escândalos na administração da entidade e críticas vindas dos lados interno e externo da cartolagem mundial.

A renúncia do suíço não será imediata. Ele continuará na posição até que um novo mandatário seja eleito. De acordo com o auditor-chefe da Fifa, Domenico Scala, o pleito acontecerá entre dezembro deste ano e março de 2016.

Por Folhapress

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