Economia

BID avalia emissão de títulos para projetos de infraestrutura no Brasil

Joaquim Levy apresentou a reivindicação ao presidente do banco, Luis Alberto Moreno, com quem se reuniu durante a tarde – foto: Marcello Casal Jr/ABr

Joaquim Levy apresentou a reivindicação ao presidente do banco, Luis Alberto Moreno, com quem se reuniu durante a tarde – foto: Marcello Casal Jr/ABr

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pediu nesta segunda (25) que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lance títulos em reais no mercado para financiar projetos de infraestrutura no Brasil. Levy apresentou a reivindicação ao presidente do banco, Luis Alberto Moreno, com quem se reuniu durante a tarde.

Desde o ano passado, entidades multilaterais com o BID estão autorizadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) a captar recursos no país. Ao sair do ministério, Moreno informou que a instituição financeira está avaliando o lançamento dos papéis, mas não informou valores a serem emitidos nem o prazo para que as operações comecem a ser feitas.

Levy e o presidente do BID discutiram gargalos que afetam os projetos de infraestrutura no país.

“Os problemas do Brasil são os mesmos da América Latina. Temos os riscos da taxa de câmbio, da construção, de regulação, quando se está encaminhando um projeto e tem alguma dificuldade com a legislação. Todos esses riscos são as razões pelas quais os projetos de infraestrutura não são bancáveis tão rapidamente”, disse.

Moreno não informou o custo das emissões, mas lembrou que o BID tem classificação triplo A pelas agências internacionais de classificação de risco, o que reduz o custo dos papéis. Por meio dos títulos, um emissor capta recursos no mercado financeiro para honrar compromissos ou financiar projetos.

Em troca, compromete-se a devolver os recursos acrescidos de alguma correção. Quanto menor o risco, menor o custo de emissão.

Atualmente, o BID empresta US$ 2,3 bilhões por ano ao Brasil, quase tudo para projetos de governos estaduais. De acordo com Moreno, o BID emite títulos nos Estados Unidos, na Colômbia e em países da Ásia.

Por Agência Brasil (ABr)

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