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‘Betume’ prende 7 pessoas e desarticula quadrilha que enviava drogas ao exterior; advogados envolvidos

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De acordo com o delegado Rafael Caldeia, titular da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado (DRCOR), o bando usava empresas fantasmas para transportar drogas escondidas em equipamentos enviados ao exterior dentro de navios – foto: Janailton Falcão

Sete pessoas foram presas, entre elas dois advogados, durante a operação ‘Betume’, que teve com o objetivo desarticular uma organização criminosa que transportava droga do Brasil para o exterior. As prisões ocorreram no Amazonas e em Curitiba.

Em Manaus, no bairro Parque Dez, na Zona Centro-Sul, foi preso um peruano que, segundo a PF, era o líder do bando; em Tabatinga foram presas quatros pessoas e, em Curitiba, foi presa a mulher do peruano. Além das prisões, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e sete mandados de condução coercitiva, na cidade Tomé-Açu, no Pará. Também foram bloqueados os bens dos suspeitos.

De acordo com o delegado Rafael Caldeia, titular da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado (DRCOR), o bando usava empresas fantasmas para transportar drogas escondidas em equipamentos enviados ao exterior dentro de navios. A estratégia dificultava que os entorpecentes fossem diagnosticados por raio-x e cães farejadores.

O grupo começou a ser investigado em 2015, após algumas apreensões de drogas no exterior que tinha sido enviada de Manaus. A quadrilha adotava um elaborado ‘modus operandi’ para o envio de grandes cargas de cloridrato de cocaína (cocaína de alta pureza, popularmente conhecida como ‘escama de peixe’ ou ‘brilho’) para o exterior, no qual a droga era oculta no interior de maquinários, cilindros, tambores e outras peças de metal pesado, de maneira a se impedir, ou pelo menos dificultar, a sua localização através das ações de fiscalização ordinárias das forças de segurança pública.

“Eles adquiriam essa droga na tríplice fronteira, logo após traziam para Manaus, em seguida mandavam para o Pará ou Nordeste, a partir daí por meio de sofisticado esquema a droga era transportada para fora do país. Em alguns países do exterior, um quilo da droga chegava a 100 mil dólares, gerando lucros astronômicos para a organização” disse o delegado.

Ainda conforme o delegado, os advogados prestavam auxílio nas questões jurídicas, orientava o bando, criava as empresas fantasmas, recrutava pessoas para serem os titulares dessas empresas.

No Brasil, foram apreendidas diversas cargas de drogas que se encontravam em processo de exportação para países como Senegal e Austrália, sendo apreendidas também, mediante cooperação internacional, cargas que já haviam deixado o território nacional, com destino a México, Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.

Os suspeitos foram levados para a sede da Superintendência da PF, situada no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste da cidade, onde foram autuados por tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Portal EM TEMPO
Com informações de Naritha Migueis

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