Política

Berzoini diz que Dilma e Temer têm consciência de suas responsabilidades

O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, disse que recebeu relatos de que o encontro entre a presidenta Dilma Rousseff e o vice Michel Temer foi uma reunião positiva. Segundo ele, a “boa conversa” entre os dois mostra que ambos estão dialogando e têm consciência de suas responsabilidades. O ministro disse, porém, não fazer “nenhum tipo de otimismo falso” sobre o relacionamento da presidenta com o vice.

Na noite de ontem, Dilma recebeu Temer pela primeira vez após o envio de uma carta em que expõe o que chamou de “desabafo” sobre a relação entre os dois. Após o encontro, ela por meio de nota, e ele em uma breve declaração pública, disseram que terão uma relação pessoal e institucional fértil e profícua.

Berzoini afirmou que recebeu relatos positivos sobre o encontro vindos da própria Dilma e de “pessoas próximas ao vice-presidente”. “O relato da presidenta é que foi uma conversa muito cordial, tranquila, franca e é importante que a presidenta Dilma e o vice possam manter relações absolutamente transparentes entre si e com total lealdade e compromisso público com os interesses maiores da Nação”, disse.

O ministro conversou com jornalistas nesta tarde no Palácio do Planalto. Perguntado se há um estremecimento na relação de ambos, Berzoini disse que a avaliação só pode ser positiva, porque os próprios posicionamentos públicos foram neste sentido. “Sem nenhum tipo de otimismo falso, mas os relatos são positivos. Então não vejo estremecimento. Vejo que houve esta semana fatos que são concretos, públicos, mas que terminaram com reunião entre os dois, o que é bom”, declarou.

Berzoini disse que ainda não recebeu orientação sobre como o governo deve acompanhar a análise, na próxima semana, pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), da ação do PCdoB questionando os procedimentos relativos ao processo do impeachment contra Dilma, mas que as declarações, até o momento, do ministro Edson Fachin objetivam formatar um rito de acordo com a Constituição Federal.

“Isso é bom para o país, porque o STF pode de maneira transparente examinar matéria e como a lei [1079/1950, que define crimes de responsabilidade] tem alguns aspectos omissos, é bom que tenha uma definição para não ficar só na luta política. Acreditamos que o STF tem distanciamento suficiente, até pelo seu papel constitucional, para debater essa questão longe do calor das emoções políticas”, defendeu.

Por Folhapress

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