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Bernie Sanders viaja ao Vaticano, mas não consegue se reunir com o papa

O pré-candidato democrata à Casa Branca Bernie Sanders (a direita) viajou ao vaticano para encontrar o papa - foto: divulgação

O pré-candidato democrata à Casa Branca Bernie Sanders (a direita) viajou ao vaticano para encontrar o papa – foto: divulgação

O pré-candidato democrata à Casa Branca Bernie Sanders viajou nesta sexta-feira (15) ao Vaticano, mas, devido a um problema de agenda, não conseguiu se encontrar com o papa Francisco.

Os dois se reuniriam durante uma reunião da Academia Pontifícia de Ciências, mas o pontífice cancelou a participação no evento devido a sua viagem à ilha grega de Lesbos, no próximo sábado (16).

A mensagem de não comparecimento foi enviada ao chanceler da academia, monsenhor Marcelo Sánchez Sorondo, que leu a carta aos presentes no evento, incluindo o senador americano.

“Peço gentilmente que cumprimente os oradores e os participantes, pedindo que entendam a situação. Vou continuar rezando e desejando-lhes bons desejos, e agradeço do fundo do meu coração sua participação”, disse o papa.

Sentado ao lado do presidente da Bolívia, Evo Morales, Sanders pediu o retorno aos princípios morais e uma economia mais justa, fazendo referência às palavras do papa, de quem é grande admirador.

“O papa Francisco nos deu o nome mais poderoso para este momento: globalização da indiferença”, disse. “Ele mesmo é certamente a maior prova mundial contra esta rendição ao desespero e ao cinismo”.

“Neste ano, o 1% mais rico tem mais renda que os demais 99%. No momento em que tão poucos têm muito, e muitos têm tão pouco, precisamos rejeitar as bases desta economia contemporânea e considerá-las imorais e insustentáveis”.

Ele ainda criticou a desigualdade nos Estados Unidos, dizendo que o país tem um sistema “em que bilionários podem comprar eleições”, em referência indireta aos doadores de seus adversários, como Hillary Clinton e Donald Trump.

Viagem

Sanders viajou ao Vaticano pouco depois de um debate tenso na rede de televisão americana CNN em Nova York contra Hillary Clinton, a cinco dias das primárias democratas naquele Estado americano.

Ao chegar na Itália, ele, sua mulher, Jane, e seus assessores foram escoltados até o Vaticano. Por lá, foram recebidos por fiéis e apoiadores americanos, alguns deles com o cartaz de sua campanha.

Depois do discurso, ele foi cumprimentar alguns de seus apoiadores. Aos jornalistas, disse que estava satisfeito com a visita, apesar de não ter encontrado com Francisco, e voltou a dizer que admira o papa.

Por Folhapress

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