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Benazzi afirma que missão é resgatar história do Naça

Técnico Vagner Benazzi comandou o Paysandu, do Pará, em 2013, quando foi rebaixado da Série B para a C, do Campeonato Brasileiro – foto: divulgação

Técnico Vagner Benazzi comandou o Paysandu, do Pará, em 2013, quando foi rebaixado da Série B para a C, do Campeonato Brasileiro – foto: divulgação

Anunciado na última segunda-feira (2) pela diretoria do Nacional como novo comandante do time para o restante da temporada, Vagner Benazzi, 61, já começa a planejar os rumos do Leão da Vila Municipal. Apesar de estar em São Paulo (SP) resolvendo sua mudança para Manaus, o técnico corre atrás de jogadores para reforçar o elenco do clube que disputa no segundo semestre o Campeonato Amazonense e a Série D do Brasileirão.

Chegando à Manaus na próxima segunda-feira (9), Benazzi já se apresenta ao grupo logo pela manhã e espera começar a trabalhar no dia seguinte em período integral para ajustar o mais rápido possível o time.

“Espero ter bastante tempo para trabalhar. A torcida precisa entender a reformulação do time, com alguns jogadores saindo e outros chegando. Temos 35 dias para treinamentos. Vamos treinar de manhã e de tarde. Faremos alguns jogos para escolher um esquema tático”, revelou o comandante que foi procurado pelo presidente de honra do clube, senador Omar Aziz, durante a semana passada.

“O senador Omar (Aziz) fez o convite. Ele antes perguntou para o presidente do Gama-DF como tinha sido a minha passagem pelo clube. Depois, ele me ligou junto com o Mário (Cortez, presidente do clube). Estive em Manaus. Discutimos as mudanças que foram feitas e planejamos algumas chegadas para disputar as primeiras posições da Série D, um campeonato dificílimo que é recheado de times bons. Além disso, ainda é mata-mata. Para mim, a competição mais difícil é a Série D”, afirmou Benazzi.

Vágner treinou apenas uma vez em sua carreira um time do Norte. Foi em 2013, quando acabou rebaixado para a Série C com o Paysandu. Sabendo que precisa conhecer bem o elenco para obter sucesso, o novo comandante afirmou que irá se reunir com todos os jogadores remanescentes para explicar seu estilo de trabalho.

“Temos que conhecer para que eles saibam como trabalho. Conheço pouco do Nacional, mas é um time que tem uma folha boa. Então, temos que fazer um time forte para agradar ao torcedor e a cidade. O meu histórico foi muito bom quando foi contratado dessa maneira, com tempo para treinar, contratar e planejar. O objetivo nosso é esse. Ter os resultados positivos, brigar sempre. Perder que não pode. Queremos conseguir bons resultados principalmente em casa. Gostei dos jogadores que ficaram. Cinco ou seis são experientes, vamos misturar com alguns novos. As camisas estão esperando os titulares e reservas”, salientou o treinador

Contratações

Sobre novos jogadores, Vagner Benazzi revelou que está sendo consultado pela diretoria leonina sobre os reforços. O treinador afirmou que na próxima semana o elenco do Nacional deve estar fechado. O objetivo do comandante é levar o time ao nível que tinha no passado, quando era figurinha frequente em competições nacionais.

“Todas as contratações que estão chegando, estão perguntando para mim. 80% conheço. Não podemos encher a casa e ninguém se conhecer. Queremos criar um bom grupo. Queremos ter um Nacional de novo, igual aquele do passado. Forte que briga por ser o primeiro da fila”, finalizou o comandante.

Neste ano, Benazzi esteve à frente do Comercial-SP por apenas uma partida. O presidente do clube, Breno Spinelli, explicou que a saída foi opção do próprio treinador. Ele lembrou que Vagner teve boas passagens pelo clube no passado, ainda como jogador, e elogiou o profissionalismo como treinador.

“Vagner é um grande treinador. Ele foi meu jogador durante a minha primeira passagem pela presidência do clube em 1979 e 1980. Foi um grande jogador. Vendi na época para o Palmeiras por $15 milhões de cruzeiros. Durante essa passagem, ele fez apenas uma partida, mas por questões financeiras, ele achou melhor sair. Acho uma ótima contratação. Ele é muito professional e um grande treinador”, concluiu o dirigente.

 

Por Thiago Fernando

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