Dia a dia

Bebidas e celulares são ‘campeões’ em revistas nos presídios do AM

 

 

 

 

Balanço divulgado pelo governo do Amazonas é referente às apreensões realizadas em 2016 – Janailton Falcão

Os procedimentos de revista a visitantes nas oito principais unidades prisionais de Manaus resultaram, em 2016, na apreensão de 690 objetos ilícitos. Entre os itens mais recorrentes estão bebidas alcoólicas (193), aparelhos celulares (162), trouxinhas de maconhas (116), chips de celular (110) e porções de maconha (98). As informações foram divulgadas nesta terça-feira (14) pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), que avaliou positivamente o balanço das apreensões como resultado da segurança nas penitenciárias locais.

O titular da Seap, Cleitman Rabelo Coelho, explicou que o procedimento de revistas e abordagens está previsto em lei e se aplica a familiares de internos (inclusive crianças), funcionários do sistema e demais pessoas que circulam nas unidades. Segundo ele, essa rotina de segurança é fundamental para impedir a entrada de ilícitos, especialmente aqueles que não são passíveis de serem flagrados por meio de detectores de metais, como drogas.

Cleitman esclareceu que o volume apreendido ao longo do ano passado é resultante da rotina de segurança que é cada vez mais intensificada, a fim de coibir a entrada dos materiais proibidos.

“As revistas são mais meticulosas, o intuito é realmente reduzir ao mínimo a entrada de qualquer material proibido nas unidades.

A pessoa que for flagrada cometendo esse tipo de ação será encaminhada imediatamente à delegacia”, informou o secretário.

De acordo com a Seap, o levantamento não apresenta números completos de 2015, porque a estatística sobre o assunto foi iniciada apenas em outubro daquele ano.

Punições

De acordo com o levantamento feito pela Seap, os visitantes que são flagrados com objetos proibidos durante os procedimentos de revista recebem punição administrativa, que resulta na suspensão por até 30 dias da autorização de visita ao interno. A medida, conforme a secretaria, é válida para todo e qualquer material não permitido encontrado com visitantes.

Cleitman explicou que, dependendo do ilícito, além da punição administrativa, a pessoa ainda pode ser enquadrada no artigo 33, da lei 11.343/2006, que configura o tráfico e o transporte ilícito de drogas.

“No caso dos visitantes flagrados com celulares e entorpecentes, além da punição administrativa, os mesmos são conduzidos a um Distrito Integrado de Polícia (DIP), para procedimentos cabíveis”, ressaltou.

Das visitas realizadas em 2016, em Manaus, nenhuma pessoa tentou levar armas para os internos, segundo a pesquisa. O número de apreensões de objetos ilícitos feito dentro dos presídios é quatro vezes maior que as realizadas com visitantes.

“Tempos atrás, os visitantes se utilizavam até de crianças para burlar a segurança, mas com as revistas cada vez mais minuciosas, os adultos têm evitado esse tipo de comportamento”, asseverou.

Ações preventivas

Como ações preventivas para evitar rebeliões e fugas, a Seap informou que tem trabalhado para aumentar o número de agentes penitenciários nas unidades prisionais, fazendo o monitoramento das principais lideranças e visitas que possam ir às unidades, e ainda reforçando a segurança externa que é feita por PMs. Em sua página, a Seap afirma que as mudanças que vêm acontecendo no sistema têm o objetivo de melhorar o funcionamento das unidades para garantir que os internos cumpram a pena com dignidade e tratamento humanitário.

“Vamos humanizar cada vez mais o sistema. Esse é o principal objetivo e para alcançá-lo vamos intensificar essas revistas nas unidades prisionais, para manter a ordem interna”, esclareceu.

Henrique Xavier
EM TEMPO

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