Sem categoria

Bebê prematuro de Jutaí segue em estado grave após transferência para Manaus

 Em nota, a Susam esclareceu que a criança se encontra internada na Unidade de Terapia Intensiva da Maternidade Ana Braga - foto: divulgação

Em nota, a Susam esclareceu que a criança se encontra internada na Unidade de Terapia Intensiva da Maternidade Ana Braga – foto: divulgação

O estado de saúde do bebê que nasceu prematuro junto da irmã gêmea ainda é grave.  A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) nesta terça-feira (2). O menino foi resgatado de Jutaí (distante 750 quilômetros da Capital) durante a segunda-feira (1º) e ao chegar em Manaus foi logo internado.

Em nota, a Susam esclareceu que a criança se encontra internada na Unidade de Terapia Intensiva da Maternidade Ana Braga e o quadro ainda é grave e inspira cuidados.

Segundo os médicos da maternidade, o parto prematuro dos bebês pode estar associado a um quadro de infecção urinária reincidente da mãe, que tem 20 anos e está na sua quinta gestação. A mãe realizava atendimento pré-natal na Unidade Básica de Saúde Idalina Lasmar, em Jutaí, onde relatou o problema nas duas últimas consultas.

 Inspeção

Ainda durante a segunda-feira (1o) a Susam havia enviado uma equipe de técnicos para realizar uma inspeção no Hospital de Jutaí e apurar as circunstâncias do atendimento aos gêmeos prematuros, que nasceram na última quinta-feira (27/01).

De acordo com a Susam o relatório apontou que a unidade dispõe de máscaras de venturi em estoque. Equipamento necessário para o procedimento que deveria ter sido feito nos gêmeos prematuros.

O relatório aponta que as máscaras, que são de tamanho padrão, estavam disponíveis na unidade, mas não se adequaram aos rostos muito pequenos dos bebês, que nasceram em situação de prematuridade extrema. O médico então decidiu improvisar usando garrafas do tipo pet, para assegurar um melhor acesso de oxigênio para as duas crianças.

“Foi uma conduta médica, uma alternativa encontrada para melhorar o aproveitamento do oxigênio. O médico relatou à sindicância que o objetivo era procurar estabilizar as duas crianças para, então, avaliar a possibilidade de remoção para Manaus”, disse o secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza.

Durante o atendimento, a menina não resistiu e foi a óbito poucas horas depois do nascimento devido à prematuridade extrema, conforme relatório do hospital. O menino recebeu alta logo depois, mas já na madrugada do domingo (31) voltou a ser internado no Hospital de Jutaí e na segunda-feira (1º) foi trazido para Manaus.

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir