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Bebê engole prendedor de fraldas durante assalto a sua casa, no Japiim

Pequena Talita Dessana, de 1 ano e 5 meses, precisou percorrer três hospitais para conseguir atendimento – fotos: Arthur castro

Pequena Talita Dessana, de 1 ano e 5 meses, precisou percorrer três hospitais para conseguir atendimento – fotos: Arthur castro

Um bebê de apenas um ano e cinco meses se engasgou com um prendedor de fraldas durante um assalto ocorrido na residência onde a família, no bairro Japiim, Zona Sul de Manaus, na noite do último sábado (10).

O acidente começou quando a quitinete foi invadida por assaltantes que fizeram os pais da criança de reféns. Neste momento, a mãe da criança, Cristina Nogueira, 32, foi obrigada a deixar a bebê no canto, enquanto os bandidos faziam uma ‘limpa’ no local. Em questões de minutos, a menina Talita Dessana pegou o pregador e engoliu, fazendo uma espécie de anzol na garganta.

Após os bandidos fugirem da casa, a família correu para pegar a menina e foi quando os pais da criança perceberam que Talita estava com falta de ar, aparentando ter engolido algum objeto. Desesperados, procuraram ajuda no pronto-socorro da Criança, localizado na Cachoeira, na Zona Sul, mas ao chegarem ao local receberam a notícia de que não havia médico especialista de plantão.

“Na Cachoeirinha, ficamos, aproximadamente duas horas esperando para sermos atendidos, e só nos davam informações desencontradas com relação a um endoscopista. Não tinha um médico de plantão, pois eles ficam na escala de sobreaviso. As enfermeiras começaram a buscar informações para saber onde poderiam nos atender. Descobriram que tinha um endoscopista de plantão no hospital da Criança da Compensa. Fomos para lá”, explicou o funcionário público municipal, José Ferreira, 38, revelou Ferreira, tio da criança.

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Saga para atendimento

Chegando ao hospital da Compensa, na Zona Oeste, os pais foram surpreendidos. Segundo informação dos familiares, o endoscopista de plantão não apareceu para trabalhar. O tio explicou que especialistas deram apenas os primeiros socorros no local, porém, precisavam do especialista para realizar a cirurgia na criança e não havia médico disponível.

“Somente próximo ao meio-dia de domingo, ela foi atendida por outro endoscopista que não conseguiu retirar o prendedor de fralda. Vendo que a situação era delicada, ele mesmo encaminhou para um terceiro pronto-socorro, o Joao Lúcio”, concluiu.

Ao chegarem no pronto-socorro João Lúcio, Talita passou por um procedimento para retirada do prendedor de fraldas que durou cerca de 45 minutos. A previsão é que a menina receba alta somente daqui a uma semana. “Passamos por um susto muito grande, além da situação do assalto e de terem roubado todos os pertences da casa do meu sobrinho, tivemos que enfrentar essa peregrinação de mais de 30 horas em busca de ajuda para a Talita, mas graças a Deus, ficou bem no final”, comentou José Ferreira.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informou que vai apurar as circunstâncias do atendimento prestado à paciente nas outras duas unidades de saúde a fim de verificar se houve qualquer falha na prestação do serviço para a adoção das medidas cabíveis.

Por Thiago Fernando

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