Economia

BC volta a atuar no câmbio, e dólar sobe a R$ 3,25; Bolsa ganha mais de 1%

O dólar operou em queda durante toda a sessão. Com o desempenho de hoje, a divisa encerra abril com queda de 4,34% - Foto: divulgação

No cenário doméstico, o dólar sobe pelo segundo dia consecutivo, para a casa dos R$ 3,25 – foto: divulgação

Em dia de feriado nos Estados Unidos, o que reduz o volume global de negócios, os demais mercados financeiros operam sem direção única. A alta das commodities, como petróleo e minério de ferro, impulsiona os emergentes nesta segunda-feira (4), enquanto na Europa as Bolsas recuam, pressionadas pelo setor bancário.

No cenário doméstico, o dólar sobe pelo segundo dia consecutivo, para a casa dos R$ 3,25. O Banco Central realizou mais um leilão de swap cambial reverso, equivalente à compra futura da moeda americana, no montante de US$ 500 milhões.

O Ibovespa avança mais de 1%, impulsionado pelas ações da Vale e da Petrobras, que repercutem a alta do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional.

Os juros futuros recuam diante de expectativas menores de inflação, assim como o CDS (credit default swap brasileiro, outro indicador de percepção de risco.

CÂMBIO E JUROS

A moeda americana à vista subia há pouco 0,79%, a R$ 3,2509, enquanto o dólar comercial avançava 0,55%, a R$ 3,2510.

Nesta manhã, pelo segundo dia seguido, o BC leiloou 10.000 contratos de swap cambial reverso, o mesmo montante da última sexta-feira (1).

Com a atuação da autoridade monetária, o real tem a maior desvalorização global nesta sessão. O dólar opera sem direção definida frente às principais moedas.

“A atuação do BC via swap cambial é emblemática. Não só atua pela segunda vez hoje, mas atua da mesma forma e após um dia de alta do dólar. Isto pode significar que o BC atuará todo dia da mesma forma, não importando o movimento externo”, avalia a equipe de análise da Lerosa Investimentos, em relatório.

Segundo os analistas da Lerosa, o estoque de swap cambial tradicional, equivalente à posição vendida da autoridade monetária em dólares, deve ser zerado em um pouco mais de três meses.

“A previsibilidade e pragmatismo do BC é a grande bandeira da nova direção, o que reforça a ideia de que teremos atuação todo dia”, acrescentam.

No mercado de juros futuros, o contrato de DI para janeiro de 2017 recuava de 13,870% para 13,850%. O contrato de DI para janeiro de 2021 caía de 12,200% para 12,120%.

Economistas e instituições financeiras consultados pelo Banco Central reduziram a projeção para a inflação neste ano e no próximo, após sinalização da autoridade monetária de que vai levar o IPCA (índice oficial de preços) para o centro da meta em 2017.

O Boletim Focus, divulgado nesta manhã, mostrou que a expectativa de economistas para a inflação em 2016 caiu de 7,29% para 7,27%. Para 2017, a projeção recuou pela primeira vez após seis semanas e passou de 5,50% para 5,43%.

A projeção para a taxa básica de juros (Selic) no boletim foi mantida em 13,25% neste ano e em 11% em 2017.

O CDS brasileiro, espécie de seguro contra calote, caía 0,30%, aos 313,238 pontos.

BOLSA

O cenário externo positivo para emergentes, com o avanço das commodities, impulsiona a Bovespa, O Ibovespa ganhava há pouco 1,20%, aos 52.857,59 pontos.

Segundo analistas, após a decisão do “Brexit”, saída do Reino Unido da União Europeia, a tendência é de que os investidores direcionem mais recursos para os países emergentes. As expectativas de aumento da liquidez mundial por meio de novos estímulos econômicos pelos bancos centrais corrobora esse movimento.

Internamente, a perspectiva de que haja uma série de privatizações, caso o presidente Michel Temer deixe de ser interino, também anima investidores.

As ações da Petrobras avançavam 2,24%, a R$ 10,04 (PN) e 1,99%, a R$ 12,30 (ON). Os papéis da Vale ganhavam 3,17%, a R$ 13,66 (PNA), e 3,18%, a R$ 17,15 (ON).

No setor financeiro, Itaú Unibanco PN ganhava 0,58%; Bradesco PN, +1,25%; Banco do Brasil ON, +0,23%; Santander unit, +1,36%; e BM&FBovespa ON, +0,89%.

As ações ON da CPFL Energia lideravam o ranking de maiores altas do índice, com +9,72%, a R$ 22,56. A Camargo Corrêa anunciou na noite de sexta-feira (1) vendeu toda a sua participação societária vinculada ao bloco de controle da CPFL para a chinesa State Grid. O grupo brasileiro detinha 23,6% do capital social da elétrica, que soma US$ 1,8 bilhão (R$ 5,81 bilhões). O preço de aquisição por ação da CPFL é de R$ 25.

Se os fundos de pensão que participam do bloco de controle aderirem à venda, o valor total poderá chegar a cerca de R$ 13 bilhões, apurou a reportagem. A State Grid estaria preparada para a aquisição completa.

EXTERIOR

A Bolsa de Nova York não opera nesta segunda-feira por conta do feriado do Dia da Independência.

Na Europa, os índices recuam, pressionados pelas ações do setor bancário. A Bolsa de Londres perdia 0,81%; Paris, -0,75%; Frankfurt, -0,56%; Madri, -0,09%; e Milão, -1,47%.

Na Ásia, os índices subiram com expectativas de estímulos monetários na China.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,6%. O índice de Xangai teve alta de 1,9%, fechando no maior nível desde 5 de maio. No Japão, índice Nikkei da Bolsa de Tóquio avançou 0,60%, a 15.775 pontos.

Por Folhapress

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