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Batido o martelo: Melo vai trocar vigilantes por agentes de portaria

Vigilantes realizaram um protesto, semana passada, para denunciar a política do governo do Estado que vai dispensá-los – foto: divulgação

Vigilantes realizaram um protesto, semana passada, para denunciar a política do governo do Estado que vai dispensá-los – foto: divulgação

Vigilantes que prestam serviço em órgãos do governo do Estado participarão de uma assembleia geral nesta quarta-feira (19) para decidir se deflagrarão greve geral por tempo indeterminado. O governador José Melo afirmou ontem que o caso está encerrado e que os vigilantes serão substituídos por agentes de portaria.

No último dia 14, os trabalhadores fizeram uma manifestação na praça da Polícia, no Centro, com o objetivo de chamar a atenção do governador. Por conta do ato, 12 agências bancárias fecharam as portas porque os vigilantes aderiram ao protesto.

Após a manifestação, os trabalhadores participariam de uma assembleia geral, mas foi transferida para amanhã.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Empregados em Empresa de Segurança e Vigilância de Manaus (Sindevan), José Paulo Dora, a reunião será para avaliar se a greve geral será positiva ou não para a categoria.

José Melo afirmou que o assunto já está encerrado. Segundo o governador, o ano de crise econômica do país obriga a cortar gastos para não faltar recursos para a saúde e educação. “Estamos num momento de crise. Preciso de dinheiro para a saúde e para educação. Um vigilante custa entre R$ 4 mil e R$ 9 mil por mês. Não suporto esses gastos com os recursos que tenho”, explicou.

Melo disse, ainda, que já abriu licitação para a contratação de vigias, que trabalharão nos órgãos públicos e haverá policiamento ostensivo próximo das instituições. “Se eu mantiver esses contratos, em setembro não terei mais recursos para pagar vigilantes”, afirmou o governador.

Por Alik Menezes

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