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Banhistas não respeitam proibição e invadem praia da Ponta Negra

Interditada desde o final de outubro passado por questões de segurança e sem a presença de guardas municipais, a praia da Ponta Negra foi invadida, ontem, por banhistas que desrespeitaram a sinalização instalada no local e arrancaram as cercas que delimitavam o acesso ao rio Negro, para se refrescarem do forte calor da cidade.

A área está interditada desde o dia 27 de outubro em atendimento ao Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assinado em 2013 com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), o qual estabelece uma cota mínima de profundidade do rio para a utilização da praia por banhistas. A medida tem o objetivo de evitar acidentes ou mortes no balneário.

Além do banho liberado, algumas famílias aproveitaram para acampar na área proibida. Esse foi o caso da estudante universitária Sabrina Marinho, 22. Junto com os amigos e o irmão, a jovem afirmou que não é a primeira vez que utiliza o local após a interdição e que nunca foi advertida por fiscal na praia. “Ninguém veio falar com a gente. Já viemos outros dias e também não observamos. Como temos a praia como ponto turístico, vejo como a melhor opção de lazer. Não gosto muito de piscina, por isso, prefiro o rio e sua água geladinha. Podemos ver que a área está bem cuidada. Então, reunimos os amigos e viemos curtir a praia”, afirmou.

Outra banhista assídua em período de interdição é a dona de casa Eliane Alves, 36. Sempre que o sol aparece nos finais de semana, a manauense reúne a família para aproveitar as águas do rio Negro.“Trago meu filho e sobrinhos. Acho que é a melhor opção de lazer. Ninguém veio falar comigo sobre a interdição. Sempre vejo a praia lotada de famílias. Não vi nenhum guarda, nenhum salva-vidas ou policiamento”, comentou Eliane.

Em toda a extensão da praia não foi encontrado nenhum bombeiro, salva-vidas, guarda municipal ou policial no ponto turístico e nem nos arredores.

Procurado no prédio da administração do Parque da Ponta Negra, um guarda municipal admitiu ser impossível fazer a fiscalização de toda a extensão da praia sem os veículos adequados para a utilização no local. O supervisor da equipe que monitora o ponto turístico explicou que apenas o Corpo de Bombeiro pode usar os quadrículos que ficam no posto de vigilância.

“Nosso efetivo não consegue cobrir a área toda da Ponta Negra. Organizamos equipes que ficam espalhadas. Pedimos apoio do Corpo de Bombeiros para fiscalizar a praia. Fica difícil andar com todo equipamento na areia. Não temos um meio de locomoção. A praia está toda cheia de placas, mas a população passa porque são teimosos”.

 

Por Thiago Fernando

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