Dia a dia

Bandidos matam artesã durante assalto na Raiz

O caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) - foto: Michelle Freitas

O caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) – foto: Michelle Freitas

A artesã Robejane Benacon Cavalcante, 33, foi morta com dois tiros na cabeça, durante um assalto que ocorreu às 20h45 de sábado (12), na rua Olavo Bilac, bairro Raiz, Zona Sul de Manaus.

De acordo com informações dos familiares da vítima, os assaltantes que ainda não foram identificados, chegaram em uma motocicleta e exigiram um aparelho celular, mas como a vítima não tinha nenhum aparelho, atiraram friamente.

Conforme a prima da vítima, Gilsimara Benacon, 34, a artesã saiu de casa na companhia do marido Temístocles Correa Filho, 26, e da irmã, que não teve a identidade revelada, para tomar sorvete. Quando foram abordadas pelos assaltantes, que estavam em uma motocicleta de modelo, cor e placa não identificada. Os criminosos tomaram o celular e a quantia de R$ 1 mil do marido de Robejane, mesmo assim, decidiram matá-la por não ter celular.

“Isso que fizeram foi uma covardia. Os bandidos já tinham pegado tudo o que estava com o marido da Gilsimara, mas não ficaram satisfeitos e atiraram nela. Eu acho que eles pensaram que  fosse reagir, porque ela tem problema de asma e na hora do assalto passou mal”, contou a mulher.

O marido de Robejane contou que os motoqueiros já chegaram pedindo o dinheiro e que, mesmo após ele implorar pela vida de sua esposa, os mesmos atiraram a queima roupa. “Um dos homens estava com a arma e ordenou que eu passasse o dinheiro e o celular. Entreguei tudo e comecei a implorar, mas eles atiraram na minha esposa. Eles deram o primeiro tiro e ela caiu no chão e atiraram mais uma vez. Eles iriam dar mais um tiro, mas a arma falhou”, disse.

A prima da artesã disse ainda que a  mulher  morava no município de Fonte Boa (a 602 quilômetros de Manaus), e estava há um mês na capital para realizar tratamento médico no filho de sete anos. Na próxima quarta-feira (16), ela iria voltar para sua casa e as passagens seriam compradas com o dinheiro levado pelos assaltantes. A artesã também tinha acabado de perder o avô, que era velado na mesma rua onde o crime ocorreu.

“O marido dela estava com esse dinheiro da venda de uma moto. Não sei se os assaltantes sabiam desse dinheiro, mas a família está indignada e queremos Justiça”, desabafou.

O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), como latrocínio (roubo seguido de morte). Até o final da manhã de ontem (12), os assaltantes ainda não tinham sido identificados.

Por Michelle Freitas

1 Comment

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  1. Roberto Ferreira

    30 de dezembro de 2015 at 15:45

    Eu lamento muito a morte de minha querida irmã. Aliás, toda nossa família está em choque por tamanha crueldade, rezamos e pedimos justiça todos os dias. E que os indivíduos que interromperam a simples vida de nossa irmã paguem pelo crime, se não for pela justiça dos homens, pela justiça de Deus será! Amém!!!

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