Cultura

Banda Destroyer Kiss se apresenta em Manaus, nesta sexta-feira

 

PLATEIA - KISS1

Pela segunda vez em Manaus, a banda Destroyer Kiss interpretará o repertório do grupo nova-iorquino de hard rock. Desta vez, o show será realizado no Porão do Alemão, hoje, e terá um clima de celebração, já que na última quarta-feira a banda cover paulista completou 30 anos de fundação.

O nome do grupo, cujo primeiro show na cidade foi em 2009, na Academia de Tênis, é uma referência ao álbum “Destroyer”, lançado em 1976. Mas, o repertório do show vai além de clássicos como “Detroit Rock City” e inclui também gravações mais atuais do Kiss. “Nós fazemos o que o Kiss faz e tocamos o repertório atual da banda”, destaca Fábio Stanley, fundador da Destroyer. Assim como ele, responsável pela guitarra base e voz, os demais integrantes da Destroyer – Jota Simmons (baixo e voz), Paulinho Frehley (guitarra solo e voz) e Léo Criss (bateria e voz) – utilizam os sobrenomes dos músicos da forma-ção original e incorporam os seus respectivos personagens: Paul Stan-ley (The Starchild), Gene Simmons (The Demon), Ace Frehley (The Spaceman) e Peter Criss (The Catman).

Ao longo de quase duas horas, o público do Porão poderá curtir composições como “Rock and roll all nite”, “Lick it up”, “God of thunder”, “I was made for lovin’ you”, entre outros clássicos, que são a es-sência do setlist. “Nós apresentamos uma espécie de peça de teatro, com início, meio e fim”, diz Fábio.

Além do nome da banda cover, a referência ao disco “Destroyer” está presente ainda no visual do grupo brasileiro. Os integrantes ves-tem os figurinos – e a maquiagem – extravagantes que cooperaram para tornar o Kiss um ícone do rock mundial. “São as fantasias mais loucas usadas pelos membros da banda”, comenta Fábio.

Durante o show de hoje, a plateia pode esperar por muita diversão. “Será um momento para esquecer problemas como trânsito, política. Cada show nosso é como se fosse o primeiro e o último. Esperamos que seja uma experiência inesquecível para nós e para o público”, afirma Fábio.

 

Referência

O fundador da Destroyer lembra que a banda foi pioneira em diversos aspectos quando surgiu, em 1984. “No começo não tínhamos referência nenhuma. Naquela época não havia internet, nem a MTV Brasil. Nós nos baseávamos numa fita com um show do Kiss gravado no Japão. Até o termo “banda cover” só surgiria algum tempo depois”, recorda.

Fábio conta também que ele e seus companheiros de banda tinham que fazer tudo, desde o cenário até a maquiagem e as fantasias. “E sempre tivemos a vontade de apresentar algo bacana e cada vez mais profissional”.

O músico reconhece que, em meio a produção visual e musical que envolve os shows da Destroyer, apresentar-se como o Kiss anida possui um grau de dificuldade. “Até hoje é difícil tocar, interpretar, dançar, fazer pose. Mas a gente liga o piloto automático e vamos em-bora. É um trabalho que requer disciplina e empoderamento”, ex-plica. “E ainda conseguimos criar uma identidade própria”.

 

Reconhecimento

Numa época em que ninguém realizava um trabalho tão completo de cover (“Só havia nós e uma banda que tocava The Beatles”, lembra Fábio), os integrantes da Destroyer conseguiram também chamar a atenção dos músicos do Kiss. “Eles tomaram conhecimento do nosso trabalho em 1994, quando tocaram pela segunda vez no Brasil. Foi um momento inesquecível, quando mostrei uma foto nossa ao Paul Stanley, no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Ele ficou durante um tempo parado, olhando. Nessa época eles não estavam usando maquiagem, então, acho que nos ver o remeteu a algo muito forte”, comenta Fábio.

A partir daí, a Destroyer foi reconhecida pelo Kiss como a única banda.

 

Por Luiz Otavio Martins

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