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Bancários vão deflagrar nova greve no Amazonas

Bancários decidiram deflagrar greve no próximo dia 6, no Amazonas, como parte de um movimento nacional, que reivindica reajustes salariais e melhores condições trabalhistas, medida que pode afetar a população - foto: divulgação

Bancários decidiram deflagrar greve no próximo dia 6, no Amazonas, como parte de um movimento nacional, que reivindica reajustes salariais e melhores condições trabalhistas, medida que pode afetar a população – foto: divulgação

A partir do próximo dia 6, os usuários dos serviços bancários devem enfrentar dificuldades para realizar operações nas agências do centro da capital amazonense. Segundo o Sindicato dos Empregados dos Estabelecimentos Bancários do Amazonas (Seeb-AM), 35% das agências deverão amanhecer de portas fechadas por conta da greve que a categoria vai deflagrar na terça-feira.

Segundo o presidente do Seeb-AM, Nindberg Barbosa, as agências deverão paralisar as atividades completamente, uma vez que a maioria dos usuários realiza compensações, serviço que pode ser feito em caixas eletrônicos.

“Temos quase 1,2 mil bancários que aderiram ao movimento grevista. Até o momento, estamos em assembleia permanente e não houve contraproposta, pois queremos salário com reposição da inflação de 9,88% e ganho real de 5%. Também queremos mais funcionários nas agências, melhorias na participação dos lucros e fim da terceirização de serviços nos bancos”, explicou Barbosa.

Segundo o sindicalista, mais agências deverão aderir ao movimento e uma assembleia permanente já foi instalada para que sejam feitas as negociações. “Dentre essas reinvindicações, queremos os benefícios melhorados”, disse.

Proposta

Em nota, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) informou que a proposta dos bancos tem o objetivo de compensar perdas da inflação passada.

“No momento delicado da economia, a proposta apresentada visa a compensar perdas decorrentes da inflação passada, sem contaminar os índices futuros, o que iria contra todos os esforços do governo para reequilibrar os fundamentos macroeconômicos, possibilitando a retomada do crescimento econômico”, diz o documento.

Para a federação, o reajuste de 5,5% sobre os salários de 31 de agosto de 2015 vai, no mínimo, recompor o poder de compra dos trabalhadores dos últimos 12 meses.

“Os trabalhadores terão ainda um abono de R$ 2,5 mil, a ser distribuído igualmente para toda a categoria dos bancários, que abrange cerca de 500 mil trabalhadores – esse valor não será incorporado aos salários – para compensar as perdas passadas. Seu impacto será maior nos salários mais baixos, indenizando integralmente as perdas passadas decorrentes da inflação de até 60% dos bancários”, disse.

Com a correção, o salário de ingresso de um caixa, após 90 dias no emprego, passa de R$ 2.426,76 para R$ 2.560,23, disse a Fenaban. “É importante destacar que os bancários receberão participação de 5% a 15% nos lucros dos bancos, maior quanto menor for o salário e maior seja a lucratividade da instituição”, acrescentou.

A Fenaban destacou ainda que a fórmula de cálculo dessa distribuição é idêntica à adotada anteriormente com aprovação dos sindicatos.

“Quando sua aplicação resultar numa soma inferior a 5% do lucro do banco, ela prevê mecanismos para que o valor pago ao funcionário seja reajustado de forma a alcançar 5% do lucro ou 2,2 salários do bancário, até o limite de R$ 22.884,87”, explicou a nota.

Por Cecília Siqueira

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