Economia

Bancários não aceitam proposta de federação

Há 30 dias em greve, os bancários não avançam nas negociações com os patrões e apenas quatro agências funcionam em Manaus - foto: Emerson Quaresma

Há 30 dias em greve, negociações não avançam com os patrões e apenas quatro agências funcionam em Manaus – foto: Emerson Quaresma

A Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação – (CEBNN/CONTEC) se reuniu na noite desta terça-feira (5) em São Paulo,  para debater com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sobre a paralisação da categoria, que já dura 30 dias.

Na reunião, a Federação apresentou uma contraproposta de 8% de reajuste salarial mais abono de R$ 3,5 mil. A proposta ainda contempla 10% de reajuste no vale-refeição e auxílio-creche e 15% na cesta alimentação, e em 2017, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado + 1% para os salários e em todas as verbas.

Quanto aos dias parados, a Fenaban propõe a compensação de todos os dias sem prazo limite.

Para a comissão nacional dos bancários, a contraproposta ainda é insuficiente, e por isto, vai insistir com os bancos na melhoria das negociações. A reunião entrou pela madrugada desta quarta-feira (6). Essa foi a 11ª vez que os patrões e os grevistas se reuniram para tentar concluir o caso.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário-mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880). Também é pedido décimo-quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb), Nindberg Santos afirmou que em Manaus, a categoria está no aguardo do que for decidido na capital paulista. “Estamos esperando o que a comissão nacional irá definir, e só após isto reiniciaremos as atividades”, declarou.

Por João Paulo Oliveira/Portal EM TEMPO

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