Economia

Bancários não fecham acordo com Fenaban e greve continua por tempo indeterminado

 paralisação que poderia ter fim nesta sexta-feira (9) foi frustrada, após a categoria não aceitar uma nova proposta de reajuste da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) - foto: Ione Moreno

paralisação que poderia ter fim nesta sexta-feira (9) foi frustrada, após a categoria não aceitar uma nova proposta de reajuste da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) – foto: Ione Moreno

A greve dos bancários continua por tempo indeterminado, segundo informou representantes da categoria no Amazonas. A paralisação que poderia ter fim nesta sexta-feira (9) foi frustrada, após a categoria não aceitar uma nova proposta de reajuste da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

A Fenaban, em uma rodada de negociações em São Paulo, propôs aumento de 7% nos salários e benefícios, além de um abono de R$ 3,3 mil, que será pago 10 dias após a assinatura do acordo.

De acordo com o presidente do Sindicado dos Bancários do Amazonas (Seeb-AM), Nindberg Barbosa, uma nova rodada de negociação foi marcada para terça-feira (13), às 14h. Até lá, a greve, que começou terça-feira (6), está mantida.

“Não chegamos a um acordo e uma nova reunião acontecerá na próxima terça. A greve continua por tempo indeterminado. A proposta da Fenaban não corresponde aos anseios da categoria. Vamos manter o movimento forte pra forçar a apresentação de uma proposta melhorada”, comentou.

Os bancários pedem reajuste de 14,78% [sendo 5% de aumento real e mais a correção da inflação], 14º salário, participação nos lucros e resultados (PLR) de R$ 8.297,61, entre outros.

“O valor fixado para o abono está 10% acima da proposta inicial apresentada no dia 29 de agosto e, somado ao reajuste no salário, superior à inflação prevista para os próximos 12  meses, representa um ganho expressivo para a maioria dos bancários”, afirma, em nota, a Fenaban.

Segundo a federação, o modelo de aumento composto por abono e reajuste sobre o salário é o mais adequado para o atual momento de transição na economia brasileira, de inflação alta para uma inflação mais baixa.

Adesão à greve

Em Manaus, 73 agências de um total de 94, o equivalente a 70%, já aderiram ao movimento e fecharam as portas. Entre os bancos privados na capital amazonense, o Santander já fechou 99% das agências tendo apenas uma que funciona dentro do Comando Militar da Amazônia (CMA), de uso exclusivo dos militares.

O Itaú já chegou a quase 50% das agências fechadas, Bradesco a 40% e Safra fechou a única agência na capital.  O Bradesco da Boulevar Álvaro Maia, que é o principal da cidade, pode também aderir à greve nessa próxima segunda-feira (12).

No interior do Estado, no interior são 26 agências fechadas de um total de 98, o equivalente a 35%%, sendo 100% da Caixa Econômica Federal, 80% do Banco do Brasil e 100% do Banco da Amazônia.  O único banco do interior que segue funcionando em algumas unidades é o Bradesco, porque está presente em todos os municípios do Estado. Mas com o aumento do fluxo, devem também fechar gradativamente por não aguentar a carga.

Ao todo, 2,6 mil funcionários estão de braços cruzados dos 3,6 mil bancários do Amazonas.  As informações são do diretor social do sindicato dos bancários, Rômulo Leite. Que também informou que o sindicato entrará em contato com as agências que ainda não aderiram ao movimento para reforçar a greve.

Por Kattiúcia Silveira

Com informações de Joandres Xavier e Agência Brasil

 

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