Economia

Bancários do Amazonas podem dar fim à greve nesta sexta-feira

Desde o início da greve, na última terça-feira (6), cerca de 80% das agências do Amazonas foram fechadas - foto: Rosianne Couto

Desde o início da greve, na última terça-feira (6), cerca de 80% das agências do Amazonas foram fechadas – foto: Rosianne Couto

A greve dos bancários pode chegar ao fim ainda nesta sexta-feira (8), segundo representantes da categoria no Amazonas. O movimento avaliará as novas contrapropostas que serão apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) à categoria, em reunião prevista para acontecer, nesta sexta, às 11h, em São Paulo. Desde o início da greve, na última terça-feira (6), cerca de 80% das agências do Amazonas foram fechadas.

O diretor da Federação Norte e Nordestes dos Bancários, Rubens Rodrigues, vê com bons olhos a “chamada rápida” da Fenaban para reunião com a categoria. Ele espera uma proposta bem melhor em relação a primeira, que foi de apenas de 5,5% de reajuste salarial e 3% de abono. “Acredito que vem coisa boa para a gente fechar. Mas, tudo depende se houver propostas mais agressivas para nós. De certeza virá outra contraproposta e se for boa, a categoria convocará assembleia para tarde de sexta (9) para votar o fim da greve”, disse.

Entre as reivindicações da categoria está o reajuste salarial de 14,78%, dos quais 5% de aumento real e 9,31% de reposição da inflação, além de outros benefícios, como contratações de mais bancários, metas menos abusivas, mais segurança e, em alguns casos, plano de saúde. Os grevistas pedem ainda o piso salarial fixado em R$ 3.940,24, vales-alimentação, 14º salário, além da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários, mais R$ 8.297,61.

Em números atualizados do Sindicado dos Bancários do Amazonas (Seeb-AM), até ontem, a paralisação já atingia 75% das agências do Amazonas, das 198 que o Estado possui. Somente em Manaus há um total de 70 agências fechadas. Ao todo, dos 3,5 mil bancários que estavam em atuação, estima-se que cerca de 2 mil estão de braços cruzados.

O presidente do Seeb-AM, Nindberg Barbosa, disse que que a disparidades entre a porcentagem e o número real de agências fechadas se dá por conta das muitas unidades privadas que ainda continuam abertas. Entre os municípios que já estão com agências fechadas estão Parintins, Humaitá, Itacoatiara, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo, Manacapuru, Iranduba, Carauari e Tabatinga.

Por Joandres Xavier

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