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Bancários do Amazonas vão entrar em greve

foto: divulgação Seeb-Am

foto: divulgação Seeb-Am

 

A população amazonense deve se preparar para mais um transtorno no início do próximo mês. Em atendimento a uma orientação nacional, os funcionários do bancos deverão cruzar os braços a partir do próximo dia 6 de outubro no Amazonas.  

A greve deverá mobilizar mais de 3,5 mil bancários no Estado. A paralisação será confirmada na próxima terça-feira (29), quando a categoria se reunirá na sede do Sindicato dos Bancários do Estado do Amazonas (Seeb-AM), no Centro, para definir as regras da greve.

Os trabalhadores não aceitaram a proposta da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), que propôs reajuste de 5,5% na assembleia realizada ontem (25), em São Paulo. No Amazonas, de acordo com o diretor de patrimônio do Seeb-AM, Rubens Rodrigues, o percentual apresentado pela federação não condiz com os reais ganhos dos bancários.

“Nossa proposta requer um reajuste real de 15,8%, ou seja, 10% de ganhos sobre a inflação do período do ano anterior e 5,8% sobre o ganho real, o que representa um abono de R$ 2,4 mil sobre o piso salarial dos bancários, que atualmente é de R$1.638”, salientou.

O diretor sindical destacou que a proposta apresentada pela Febraban representa um desrespeito contra a categoria. Ele informou ainda que a assembleia que será realizada, na próxima semana, será somente para a consolidação do movimento, pois o indicativo de greve já é certo.

Paralisação

Rubens afirmou que a paralisação ocorrerá, inicialmente, nas agências do centro da cidade, mas enfatizou que, posteriormente, a greve se estenderá para demais unidades bancárias da capital.

Com a paralisação, mais de 30 mil usuários serão afetados, principalmente, com os serviços essenciais, como abertura de contas, pagamento de boletos, transações no caixa eletrônico e serviços básicos e transações e pagamentos com cartões de crédito.

Campanha salarial

Os bancários, com data-base em setembro, entregaram a pauta de reivindicações no dia 11 de agosto. Entre as principais reivindicações da campanha deste ano pedem: reajuste salarial de 16%, sendo 5,6% de aumento real, com inflação de 9,88% (INPC), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no valor de três salários mais R$ 7.246,82 fixos, piso de acordo com salário mínimo do Dieese, de R$ 3.299,66, vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário mínimo nacional (R$ 788),  14º salário, fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho e mais segurança nas agências bancárias

Por Mairkon Castro

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