Política

Bancada evangélica discorda da participação de alguns movimentos e é criticada

foto: divulgação

vereador Fabrício Lima (SDD), criticou a postura da bancada evangélica da Câmara Municipal de Manaus (CMM) durante sessão plenária que aprovou a criação do conselho Municipal da Juventude (CMJ). Foto: Divulgação

O vereador Fabrício Lima (SDD), criticou, na manhã desta quarta-feira (12), a postura da bancada evangélica que não concorda com o assentamento dos representantes do movimento LGBT, no Conselho Municipal de Juventude (CMJ).

Para o parlamentar, essa atitude foge das diretrizes sociais defendidas na Casa Legislativa. “É extremamente necessário essa participação dos movimentos, seja ele homossexual, negro e de diversos seguimentos. Nós não estamos aqui representando somente um seguimento que são os problemas da cidade e da sociedade, ou seja, essa postura muito me preocupa. Pior é fingir que essas pessoas não existem. Isso é preconceito e eu como cristão que sou, não concordo”, pontuou.

De acordo com a vereadora pastora Luciana (PP), que faz parte da bancada evangélica, não votou porque estava resolvendo situações internas no gabinete, disse ao EM TEMPO Online que é a favor da participação de todos os movimentos, inclusive o LGBT.

”Nossa bancada evangélica defende o amor e o acolhimento a todos os movimentos sociais, sem fazer distinção de cor e sexo, porém, salientamos que esses membros participem de seus movimentos e tenham sugestões de melhoria na criação de política pública. Nossa intenção é fomentar as discussões para que se tenha, de fato, melhorias para os diversos movimentos”, explicou a pastora.

Dos cinco votos contrários, um deles é do vereador Valfran Torres (PTC), que no momento da sessão plenária, declarou aos colegas parlamentares que votaria contra. A equipe do EM TEMPO Online entrou em contato com o parlamentar, que não quis falar com imprensa.

Para Sebastiana Silva, membro do fórum LGBT, que tem representatividade no Estado do Amazonas, “essa postura dos parlamentares locais, significa a regressão das politicas públicas, já conquistada pelo movimento local, além da negação do direito desse público vulnerável, que hoje, enfrenta o descaso da sociedade que mata dois homossexuais por mês na capital”, afirmou Sebastiana

O projeto

O Projeto de Lei do Executivo Municipal nº 241/2015, que cria o Conselho Municipal de Juventude (CMJ), foi aprovado na manhã desta quarta-feira (12). Inicialmente o PL que deve ir à sanção do prefeito.

O PL concede 30 assentos no total, sendo 15 de representantes do poder público municipal, que serão representados respectivamente pela Semjel, Semed, Semtef, Semsa, Semmas, Semasdh, Semcom, Semad, Seminf, Implurb, ManausCult, SMTU, Manaustrans, Casa Civil e Câmara Municipal de Manaus, e 15 representantes da sociedade civil organizada, entre estudantes secundaristas, universitários, entidades ligadas ao trabalho, moradia e mobilidade, movimentos culturais e artísticos, movimentos de mulheres, movimento LGBT, movimento negro, movimentos religiosos, povos indígenas, movimentos ambientais, movimentos desportivos, juventude das comunidades rurais, movimentos de saúde pública, movimentos de comunicação juvenil e de jovens portadores de deficiência.

 

Por Mairkon Castro

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