Sem categoria

Bancada do AM vota não pelas “Diretas, já!”

PMDB conquistou a maior bancada ao formar bloco com PP, PTB, DEM, PRB, SD, PSC, PHS, PTN, PMN, PRP, PSDC, PEN, PRTB. O segundo maior bloco é liderado pelo PT. - foto: ABr

A proposta é para barrar a posse do vice-presidente da República, caso o processo de impeachment de Dilma seja aprovado pelo Senado – foto: ABr

Uma semana após a aprovação do prosseguimento do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados, em Brasília, e às vésperas da votação no processo no Senado, o governo federal intensificou as articulações para encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta para antecipar as eleições presidenciais para este ano, uma espécie de “Diretas, já!”.


A proposta é para barrar a posse do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), caso o processo de impeachment de Dilma seja aprovado pelo Senado. A medida é vista como “o verdadeiro golpe” pelos parlamentares que fazem oposição ao governo federal, na Câmara dos Deputados, e, segundo os deputados federais do Amazonas, encontraria dificuldade para ser aprovada.

De acordo com o líder do DEM na Câmara, deputado federal Pauderney Avelino, não há previsão de realização de novas eleições antes de 2018. “Não há nenhuma previsão constitucional para se fazer eleições antes de 2018. A legislação eleitoral está em vigor e, portanto, qualquer tentativa de antecipar as eleições seria um golpe à democracia. O processo do impeachment ainda está em curso e acredito que o rito eleitoral deve ser cumprido”, disse Avelino.

Segundo ele, a proposta começou a ser discutida no Senado, desde a última segunda-feira (18), mas não deve ser aprovada. Para o deputado federal Átila Lins (PSD), não há qualquer possibilidade de uma proposta que antecipe as eleições presidenciais ser aprovada pela Câmara dos Deputados.

“Acho que essa tentativa é que se chama de golpe, porque, de acordo com a Constituição, no afastamento da presidente assume o vice-presidente. Na Câmara, não vejo nenhuma possibilidade de a proposta ser aprovada, até porque temos que ver como se comporta o vice-presidente. Vimos que a presidente (Dilma) perdeu todo o apoio político e não tinha como lidar com a crise econômica”, observou o parlamentar.

Para Átila, o país precisa dar uma oportunidade para o vice–presidente Michel Temer fazer suas alterações no governo e “tocar o Brasil, assim como aconteceu em 1992”, com a saída do então presidente à época, o atual senador Fernando Collor de Melo (PTC-AL) – que teve o mandato cassado – e a posse de Itamar Franco, que era vice-presidente.

“Ninguém propôs, naquele momento, novas eleições e deu certo. Itamar Franco fez um bom governo, criou o Plano Real, restabeleceu o clima de tranquilidade, o mercado assimilou muito bem. E é esta chance que queremos dar ao Michel Temer. Queremos que ele seja o presidente que vai fazer o governo de união nacional, de transição para (as eleições em) 2018, obedecendo o calendário eleitoral”, disse Átila Lins.

Sem apoio

Para a segunda-feira (25), está prevista a eleição da Comissão Especial do Impeachment no Senado, que analisará o processo de afastamento de Dilma. A previsão é que o relatório da comissão esteja pronto até 27 de maio. Para a presidente ser destituída do cargo no julgamento final, serão necessários 54 votos dos 81 senadores.

Para o deputado federal Hissa Abrahão (PDT), a saída para a crise política e econômica que assola o país não está na realização de novas eleições. “Acredito que o povo brasileiro está no limite de tantos desmandos e temos que oferecer uma agenda positiva ao país. Despende-se muito tempo e energia com briga política e nada em políticas públicas para melhorar os serviços oferecidos à população e ao crescimento da economia. O povo não aguenta mais, faz-se necessário apontar caminhos e dar resultados”, disse Abrahão.

De acordo com o deputado federal Alfredo Nascimento (PR), “não há clima neste momento para trocar o impeachment por eleições gerais”, mas há espaço para discussão enquanto o Congresso não finalizar o julgamento do impedimento da presidente.

“Acredito que neste momento estamos obedecendo as regras constitucionais, com o aval do Supremo Tribunal Federal (STF) que é o guardião da Constituição. Acredito que eleição geral não seria constitucional, mas é um tema que deve ter a discussão ampliada. A situação é crítica e exige soluções rápidas, respeitando as leis”, disse Nascimento.

Por Camila Carvalho

1 Comment

1 Comment

  1. Emanuel Farias do Nascimento

    24 de abril de 2016 at 07:24

    Como sempre eles fazem. Seguem orientação do partido, em detrimento do desejo da população. Alias o Amazonas nunca esteve tão mal representado no congresso Nacional. Essa Bancada é muito fraquinha. uma vergonha.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir