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Bancada do AM afirma que saída de Dilma trará melhorias ao país

No dia 17 de abril, os oito deputados do AM votaram pelo impeachment na Câmara. Alfredo Nascimento chegou a renunciar à presidência do PR para votar ‘sim’- foto: divulgação

No dia 17 de abril, os oito deputados do AM votaram pelo impeachment na Câmara. Alfredo Nascimento chegou a renunciar à presidência do PR para votar ‘sim’- foto: divulgação

Depois de quase um mês da votação do impeachment na Câmara dos Deputados, em que 367 deputados votaram a favor do processo, três dos oito parlamentares, que compõem a bancada do Amazonas, confirmaram que a melhoria do país se dará com a saída de Dilma.

Para o líder do Democratas Pauderney Avelino, o desgoverno do PT chega ao fim de forma melancólica. Ele voltou a dizer que a presidente Dilma perdeu a capacidade de governar há muito tempo, além de não ter apoio do governo. Ele também acredita que o relacionamento do Amazonas com o presidente interino Michel Temer (PMDB) será “proveitoso”. “Tenho certeza que os incentivos da Zona Franca de Manaus serão mantidos”, acrescentou.

Já o deputado Átila Lins (PMDB), embora considere o momento difícil, disse que a saída de Dilma não é “o fim do mundo”, tendo em vista que o país já passou por um processo de impeachment, em 1992, com o presidente Fernando Collor de Melo (PMDB).

“Já tivemos um processo idêntico em 92 e nem por isso o Brasil deixou de melhorar e a democracia se consolidar. Hoje, a situação é gravíssima. Uma crise econômica avassaladora, oriunda de uma aguda crise política. A presidente perdeu a governabilidade. A ascensão do vice, Temer, ao governo, oferece uma chance legítima, constitucional de melhorar o Brasil. Não é golpe”, defendeu.

Questionado sobre uma possível inserção no quadro de “traidores” de Dilma, Lins afirmou que ficou do lado do povo. “Não encaro como desleais e traidores quem mudou de lado. É uma questão de opção: ficar ao lado do povo – 80 % – contra o governo, ou ficar ao lado de um governo que não se sustenta. Ninguém tem o direito de exigir que você vá para buraco com aqueles que se preocuparam com o bem-estar do povo”, assinalou Lins.

O ex-ministro dos Transportes da era PT, deputado Alfredo Nascimento (PR), é um dos exemplos de parlamentares que “abandonaram o barco” e que, depois de anos na base aliada do governo, se revelou contra Dilma e votou pelo “sim” ao impeachment.

“Acredito que a partir de hoje (ontem), com o afastamento da presidente Dilma decidido pelo Senado, o país vai resgatar a governabilidade, com reais condições de se tomar um pacto político para tirar o país da crise política e econômica, que prejudica a todos”, declarou.

Assembleia repercute

Enquanto os senadores se preparavam para votar a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma no início da manhã de ontem, os deputados estaduais repercutiam na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) mais um capítulo deste momento histórico do país. A única certeza entre oposição e base é a inevitável saída da presidente.

Deputado do PSDB, Bosco Saraiva afirmou que o governo Dilma deixou muito a desejar pela situação financeira que se encontra o país. “Nós temos 13 milhões de pessoas desempregadas, caímos em três meses na indústria nacional e regrediu mais de 12%, isso é um dado assustador para um país jovem como o nosso, que precisa trabalhar. Sem emprego não há dignidade, nós precisamos retornar com a dignidade do Brasil”.

Vice-presidente do diretório regional do PP, o deputado Adjuto Afonso acredita que a queda de Dilma seja pela baixa popularidade. “Nem as pessoas que recebem o Bolsa Família acredita nesse governo”, afirmou. Ele acrescentou que o país precisa de credibilidade para atrair novos investimentos que o governo de Michel Temer pode dar “uma cara nova ao país brasileiro”.

Os deputados Sinésio Campos e José Ricardo, ambos do PT reconhecem que a presidente deverá ser afastada da presidência, mesmo se posicionando contrários a todo esse processo. José Ricardo salientou que está apreensivo com possíveis mudanças na legislação trabalhista que a troca de comando no Palácio do Planalto possa trazer.

‘Ato histórico’

Já na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o presidente do Legislativo, vereador Wilker Barreto (PHS) considera a votação do impeachment um ato histórico para a democracia brasileira e que, com a saída de Dilma, o país volta a ter esperança de um futuro promissor. “A partir de amanhã (hoje) a classe empresarial de todos os setores voltará a confiar no poder político. Os empresários passarão a ter perspectiva de futuro. Mas, tenho a ciência que o Brasil não sairá de uma hora para outra da crise, assim como um paciente não sai da UTI da noite para o dia”, completou o presidente.

Wilker comparou o governo Dilma com o modelo venezuelano, numa referência ao país vizinho. “A Venezuela, um dos maiores produtores de petróleo do mundo com crise de racionamento de energia, uma incoerência. Precisamos depositar confiança na nova governabilidade do Brasil, porque o que vemos é uma grande massa desacreditada na classe política. Esse é país que teve 13 anos de atraso”, protestou Barreto.

Por Luana Dávila e Kattiúcia Silveira

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