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Banana liderou aumento na cesta básica de Manaus em maio

O produto que mais contribuiu para o aumento no preço foi a banana, com o acréscimo de 6,02% - foto: reprodução

O produto que mais contribuiu para o aumento no preço foi a banana, com o acréscimo de 6,02% – foto: reprodução

A cesta básica do manauense subiu 0,62%, no mês de maio, custando R$ 386,08, em relação a abril quando custava R$ 383,72. Em maio de 2015, a cesta básica custava R$ 343,78. De acordo com a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o produto que mais contribuiu para o aumento no preço foi a banana, com o acréscimo de 6,02% em relação ao mês anterior.

Conforme a pesquisa, o pão, que apresentou alta nos preços subindo 3,45%, vem em segundo lugar no ranking dos produtos que ficaram mais caros no mês de maio, seguido pela farinha (2,99%), feijão (1,57%), e o leite (1,20%).

O Dieese apontou, ainda, queda nos preços de produtos como a manteiga (-6,89%), a carne (-2,78), o óleo (-1,17), o café (-0,91) e o arroz (- 0,38%). Com os índices, Manaus sai da 14º posição e vai para 13º entre as capitais com o valor mais caro da cesta básica.

Segundo as estimativas do Departamento de Pesquisa, o custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 1.158,24 durante o mês de maio. Esse valor equivale a aproximadamente 1,3 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 880,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família era maior e foi de R$ 1.151,16.

De acordo com o supervisor técnico do Dieese, Inaldo Seixas, em maio de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.777,93, ou 4,29 vezes mais do que o mínimo de R$ 880,00. Em abril, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.716,77, ou 4,22 vezes o piso vigente.

Consumidores
Os consumidores que sentem todos os dias a diferença de preço nos supermercados de Manaus afirmam que em tempos de retração e alta nos preços, alguns produtos ficam em ‘extinção’ na dispensa.

O técnico em radiologia José Willams, 43, afirmou que nos últimos dias notou uma diferença nos preços na hora de fazer a feira com a família. Segundo ele, a alta de preço da banana faz com que a frequência de compra do produto seja bem menor. “Hoje em dia é difícil ter em casa um produto que fica mais caro. Não temos como continuar pagando preços altos em tempos de recessão”, disse Willams.

O industriário Junior Lopes, 29, conta que com a falta de emprego as pessoas preferem economizar e por isso deixam de consumir alguns produtos que, segundo ele, ficam mais ‘salgados’ a cada mês. “Com essa crise a gente não sabe o dia de amanhã. Tem que economizar até nas coisas de casa. Estamos comprando menos farinha e um feijão de uma marca mais em conta. O pão é o mais difícil de deixar”, observou.

 

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