Dia a dia

Balsa de R$ 300 mil é furtada por piratas no Rio Negro em Manaus

Essa é a segunda vez que a empresa de navegação é alvo dos piratas - foto: divulgação

Essa é a segunda vez que a empresa de navegação é alvo dos piratas – foto: divulgação

Uma balsa de 400 toneladas foi furtada na madrugada desta quinta-feira (28), em Manaus. A embarcação estava atracada em uma boia de atracação no Rio Negro, no bairro Santo Antônio, na Zona Oeste da capital.

O setor de navegação tem sido alvo de criminosos nos rios, que são chamados de piratas. Os ataques ocorriam com maior frequência em trechos de rios no interior do Amazonas e em áreas mais isoladas. As quadrilhas agora também atuam na região urbana de Manaus.

A embarcação nominada “Golfinho 7”, que é avaliada em R$ 300 mil estava atracada em uma boia no Rio Negro a 500 metros de distância da margem esquerda do rio, trecho próximo à avenida Padre Agostinho Caballero Martin. No local havia também outras balsas. A balsa furtada pertence a empresa de navegação Francis José Chehuan & Cia Ltda, que atua com o transporte fluvial de combustíveis e carga geral.

Segundo o empresário Francis José Chehuan, proprietário da embarcação, a balsa estava vazia e o furto ocorreu entre 4h da madrugada e 6h da manhã desta quinta-feira. Uma equipe da empresa percebeu que a balsa havia sumido, quando chegou ao local pela manhã para acoplar o rebocador à balsa.

“Muito difícil trabalhar com a criminalidade fora de controle. Os criminosos estão cada vez mais audaciosos. Tememos que quem furtou utilize a embarcação para cometer algum delito”, desabafou o empresário.

A embarcação está registrada na autoridade marítima e tem as seguintes características: Chapa tanque de monocasco, construída em aço naval. TPB de 265,70; arqueação bruta 103,00; arqueação líquida 30,00; comprimento total 32 metros; boca 7,80m; e pontal 1,70m.

O caso foi registrado na 5º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A empresa também acionou a Polícia Federal e a Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental. O Sindicado das Empresas de Navegação no Estado do Amazonas (Sindarma) emitirá um alerta para demais empresas de navegação.

Essa é a segunda vez que a empresa de navegação é alvo dos piratas. Há quatro anos uma outra balsa foi furtada, sendo encontrada pela polícia em Itacoatiara, a 277 km de distância de Manaus.

Insegurança

A insegurança tem afetado o transporte fluvial de passageiros e cargas no Amazonas. Somente no ano de 2014 foram registrados 71 casos de furtos e roubos em embarcações na região de Manaus. De janeiro a março deste ano, 38 ações dos mesmos tipos de crimes ocorreram em áreas ribeirinhas da área. Os dados são da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP). O número de crimes tendo embarcações como alvos preocupa o Sindarma, que alerta sobre a necessidade de medidas governamentais para coibir as ações criminosas.

As empresas de navegação do Amazonas cobram a discussão de mecanismos para promover a segurança das tripulações. Uma das sugestões do Sindarma é que seja criada uma Polícia Fluvial ostensiva para coibir a ação de piratas e o tráfico de drogas nos rios, que banham os estados do Norte do país.

Na última terça-feira (26), os ataques de piratas e os furtos de combustíveis transportados por embarcações em rios da Amazônia foram debatidos durante reunião, em Manaus. Um comitê, composto por empresários de transporte fluvial de cargas e entidades, será criado para articular ações que possam combater os crimes no Amazonas, Rondônia e Pará.

No próximo dia 3, o Sindarma irá se reunir com equipe da Delegacia Fluvial na capital. A entidade sindical planeja cobrar medidas para combater os crimes nos rios do Amazonas. “Precisamos de medidas urgentes para combater essas ações criminosas. O setor vem amargando prejuízos e enfrentando os riscos pela falta de segurança nos rios. As polícias precisam tomar providências”, enfatizou o presidente do Sindarma, Dodó Carvalho.

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir