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Autonomia feminina e liberdade ao volante

 

A estudante Jéssica Costa é apaixonada por carros desde a sua infância – Divulgação

Algumas estão ao volante por necessidade de locomoção diante das inúmeras tarefas do dia a dia. Outras, além de pilotar a máquina de quatro rodas, se envolvem com o universo automobilísticas por paixão. Entre as obrigações da vida moderna e a relação íntima com o carro, fato é que os números de 2015 apontam que o Amazonas contava com mais de 146 mil mulheres condutoras, um total de 30% dos habilitados no Estado. Uma fatia consumidora potencial e significativa.

Entre as apaixonadas, a estudante Jéssica Costa, de 19 anos, diz que o envolvimento com o veículo de quatro rodas vem desde a infância, inclusive por estímulo do pai, da mãe e dos irmãos. “Sempre fui apaixonada por carros. Começou quando eu tinha 5 anos e ganhei um mini buggy do meu pai”, contou. Em seguida, revela parte do sentimento que a faz curtir o tema. “É uma relação muito forte, sempre que tenho tempo estou envolvida com algo que tem carro no meio”, diz.

E, na hora de se dedicar ao seu hobby, a estudante diz que a parte de automóveis com que mais se identifica é em relação à suspensão, mesmo numa cidade pouco convidativa às ousadias do rebaixamento do possante. “Participo de grupos que envolvem pessoas apaixonadas por carros rebaixados e, sempre que posso, estou em encontros. Já participei de campeonato e fiquei em primeiro lugar na categoria fixa nas rodas 19”, contou a apaixonada, orgulhosa sobre sua participação no Campeonato Brasileiro de Som e Rebaixados,
realizado em Manaus.

Em 2015, as mulheres já representavam cerca de 30% entre as pessoas habilitadas – Divulgação

Na fatia que consome por necessidade, a enfermeira Alice Pereira, 30, diz não curtir carros a ponto de dedicar mais tempo que o suficiente para manutenção, mas que faz questão de checar as necessidades básicas de seu veículo e divide com o marido a atividade de ir ao mecânico para prevenção e manutenções. “Os itens mais básicos têm que ser levados a sério. Olhar nível da água, do óleo, calibrar pneus, são coisas que, mesmo sem gostar, temos que fazer. Mas, não me vejo sem carro. Meu sonho é comprar  um jipão”, disse, descontraída.

Na divisão de tarefas domésticas, as atividades de mãe são as que mais a aproximam do volante. “Sou mãe antes de tudo. Então, a logística com as crias depende do carro. A vida é muito corrida. Sem carro ficaria impossível fazer tudo, como levar os filhos ao colégio, ir para trabalho, ter lazer, os afazeres domésticos, e o carro está ali para dar total autonomia
para a mulher”, ressalta.

Alice, que aprendeu a dirigir em 2011, compartilha com o marido a atração por carros mais esportivos, e nada de banheiras. Um ato de necessidade e que não a faz nutrir uma relação amorosa com carros. “É uma questão de funcionalidade”, lembra.

 
Lívia Nadjanara
EM TEMPO

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