Economia

Aumento na mensalidade de escolas particulares, em Manaus, preocupa pais

 

O reajuste previsto é de 15% - foto: divulgação

O reajuste previsto é de 15% – foto: divulgação

Um possível reajuste médio de 15% nas mensalidades das escolas particulares de Manaus, para 2017, preocupa pais e mães. A partir desde mês, as escolas começaram a informar às famílias das reservas das matrículas. No mês de outubro, as instituições costumam divulgar o valor do reajuste, prática regulamentada pela Lei de mensalidade escolar número 9.870 de 1999.

O economista Ailson Rezende e a Secretaria Executiva de Proteção e Orientação ao Consumidor no Amazonas (Procon-AM) orientam para que os pais reivindiquem a mostra da planilha de gastos da instituição, para justificar qualquer aumento fora do normal.

A funcionária pública Juliana Cruz, cliente do Colégio Laviniense Ensino Integrado, disse que todas as mães estão preocupadas com a informação de que a instituição vai praticar um reajuste de 27% para o próximo ano, levando em conta fatores como reajuste salarial de professores e até posição de destaque no Exame Nacional do Ensino Médio em 2014.

Juliana citou ainda que para fazer o cadastro de reserva, prática comum entre as escolas particulares, é cobrado R$ 250 para não perder a vaga do filho, o que se tornou uma preocupação a mais, aliado ao farto de ter que arcar com uma mensalidade de quase R$ 2 mil caso o reajuste se concretize.

“No maternal onde estuda meu filho o custo atual é de R$ 1.600, mas com esse reajuste pode chegar a R$ 2.100. É um absurdo muito grande. Quebra qualquer possiblidade de os pais manterem os filhos nessas escolas”, reclamou.

No caso da Laviniense os pais tomam conhecimento de quanto será o aumento apenas em janeiro. Em 2015 a o colégio teve um aumento de 15% na mensalidade para nível fundamental.

O economista Ailson Rezende explicou que o principal fator para o reajuste na mensalidade é justamente o reajuste no salário dos professores, o que as escolas não podem deixar de fazer todo ano, e depois o custo é transferido para os pais e responsáveis pagar através da mensalidade. “Não há nenhuma possiblidade de não ter aumento”, disse o economista.

Rezende ressaltou que o reajuste só pode ser dado depois de a escola discutir junto aos pais a planilha de gastos.  “A maioria das escolas não fazem isso porque os próprios pais não exigem. Eu vejo que há uma passividade muito grande dos pais, mas depois reclamam da mensalidade”, declarou.

Ailson deu como alternativa criar um grupo para boicotar as matrículas caso os colégios aumentam demais as mensalidades.

A secretaria executiva do Procon-AM, Rosely Fernandes fez um alerta aos pais e responsáveis de alunos que as instituições são obrigadas a apresentar as planilhas de custos para justificar a cobrança e afixá-las em local visível da escola bem como disponibilizar a totalidade de gastos com estrutura, processo didático-pedagógico, despesas com pagamentos de professores e demais funcionários, entre outros.

Por Joandres Xavier

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