Economia

Auditoria aponta irregularidades na prestação de contas do Sindmetal-AM na gestão de Valdemir Santana

Outra irregularidade apontada pelo presidente da junta e pelo perito está relacionada ao pagamento do balneário - foto divulgação

Outra irregularidade apontada pelo presidente da junta e pelo perito está relacionada ao pagamento do balneário – foto divulgação

A junta governativa provisória do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) realizou uma coletiva de imprensa, nesta terça-feira (4), na sede da entidade situada na rua Duque de Caxias, bairro Praça 14, Zona Sul, onde apontou diversas irregularidades e supostos esquemas fraudulentos durante a prestação de contas feita pela auditoria requisitada pela justiça do trabalho.

Segundo a assessoria de imprensa do Sindmetal, o sindicato arrecada mais de R$ 1,5 milhão mensal, mas está com as contas bancárias praticamente zeradas. Nem mesmo o empréstimo de R$ 500 mil realizado pela diretoria destituída foi encontrado.

O presidente da junta governativa, Adriano Simões Mendes, informou que nos primeiros dez dias de auditoria já possível encontrar diversas saídas de dinheiro das contas do Sindmetal sem comprovação.

“Identificamos alguns pagamentos estranhos para fornecedores, mas nenhum tipo de lançamento contábil desses pagamentos. O sindicato efetuava o pagamento em cheque, levava ao banco e os valores eram descontados. O dinheiro era depositado direto nas contas dos favorecidos. Um pouco estranho já que não havia notas ficais ou qualquer documento que comprovasse esses lançamentos. Na contabilidade tem que ficar tudo registrado. Não encontramos recibos, quer dizer, o motivo da saída do dinheiro. Temos apenas o extrato bancário, mas nenhuma comprovação dos serviços pagos”, falou o presidente.

Nos corredores do sindicato comentam-se que o empréstimo de R$ 500 mil teria sido usado pelo diretor destituído, Valdemir Santana, para pagar uma certa condenação da Justiça Federal por crime de improbidade administrativa. Segundo a junta, documentos e computadores desapareceram do sindicato antes do processo de auditoria.

“Na verdade, tudo foi preparado para quem chegasse ao sindicato não encontrasse vestígios de eventuais desvios, como pagamento suspeitos, por exemplo”, destaca o perito Gustavo Merolli.

Balneário irregular

Outra irregularidade apontada pelo presidente da junta e pelo perito está relacionada ao pagamento do balneário, localizado no quilômetro 27 da rodovia AM-010 (que liga Manaus a Itacoatiara). As despesas, segundo ele, chegavam a R$ 50 mil e eram pagas à pessoa sem nenhum vínculo com a entidade dos trabalhadores.

“A perícia atuou também no balneário. A documentação está toda irregular, sem recolhimento dos encargos sociais referente à obra. Não existe o laudo de engenharia ou laudo técnico dos bombeiros, documentos exigidos para aprovar qualquer obra. O balneário inclusive não tem o Habite-se. Inclusive, o terreno está no nome de terceiros – que até agora ninguém sabe quem é”, declarou Adriano Simões.

O terreno onde fica o espaço de lazer do sindicato está em nome de Maurício Fonseca da Silva.

No dia 7 de outubro será entregue à justiça o primeiro relatório do que já foi apurado. A junta governativa provisória assumiu o comando do sindicato por 90 dias, prorrogáveis por igual período, para apurar as denúncias a fim de que possam ser realizadas novas eleições.

Por equipe EM TEMPO online

Com informações da assessoria

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