Economia

Auditores vão suspender operação padrão no Amazonas

Aproximadamente 1 mil contêineres foram paralisados durante operação padrão da Receita Federal no AM - foto: Ione Moreno

Aproximadamente 1 mil contêineres foram paralisados durante operação padrão da Receita Federal no AM – foto: Ione Moreno

O governo enviou nesta segunda-feira (25) um projeto de lei ao Congresso Nacional com as pautas reivindicadas que vão dar cumprimento ao acordo referente ao reajuste salarial dos auditores fiscais da Receita Federal.

Para dar tempo ao debate, os funcionários que aderiram à movimentação da categoria suspenderam, nesta semana, a chamada operação padrão nos portos e aeroportos de Manaus até que saia um resultado final, previsto para o fim desta semana.

Até ontem, aproximadamente, 1 mil contêineres estavam paralisados por conta do movimento reivindicatório dos auditores da Receita Federal no Amazonas.

O projeto apresentado pelo governo federal não foi enviado em regime de urgência, como queria o Sindicato dos Auditores Fiscais no Estado do Amazonas (Sindifisco-AM), que, por sua vez, pleiteava que a proposta fosse apresentada em forma de medida provisória para ser atendida mais rapidamente.

Assembleia

De acordo com a direção do Sindifisco-AM, os membros do sindicato irão, até quinta-feira, fazer uma assembleia deliberativa em nível nacional para debater o documento apresentado pelo governo, a votação no Congresso  Nacional e sobre o futuro do movimento.

O diretor financeiro do Sindfisco-AM, Amauri Teixeira, informou que, nos últimos dias, o trabalho nos portos tem ocorridos em duas etapas. Às terças e quintas-feiras, os servidores fazem a verificação de mercadorias. Nas segundas, quartas e sextas, eles cuidam dos documentos, em geral.

Porém, excepcionalmente, nesta semana, devido ao envio do projeto ao Congresso Nacional e por conta de incertezas do futuro do movimento, as operações padrão estarão suspensas no país.

Perdas

Na mobilização que iniciou desde o último dia 14, os auditores fiscais estão com maior parte do corpo funcional paralisado. Eles mantiveram em atuação apenas as atividades essenciais, urgentes e necessárias, como a liberação de remédios e alimentos.

O ato de mobilização tem rendido prejuízos diários de US$ 233 milhões ao Polo Industrial de Manaus (PIM). Segundo o Sindifisco-AM, quase 300 auditores atuam nos portos e aeroportos de Manaus.

Por Joandres Xavider

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