Economia

Auditores fiscais do AM aderem à greve nacional e anunciam paralisação de dois dias na semana

Receita Federal - reprodução

De acordo com diretor parlamentar do Sindicato, o acordo salarial está sendo cumprido pelo governo federal – foto: divulgação

A partir de quinta-feira (14), a liberação de cargas e de bagagens nas fronteiras, nos portos e aeroporto de Manaus ficará mais lenta, pois os 400 auditores fiscais da cidade entrarão em operação padrão. Nas unidades da Receita Federal, como delegacias e fronteiras, os auditores cruzarão os braços às terças e quintas-feiras por tempo indeterminado.


De acordo com diretor parlamentar do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Brasil em Manaus (Sindifisco Manaus), Sheldon Kerme, o acordo salarial fechado no fim de março não está sendo cumprido pelo governo federal, que ainda não informou quando enviará ao Congresso o projeto de lei que reajusta as remunerações e atende a outras reivindicações não salariais.

“Eles não estão dando atenção ao nosso acordo, por isso vamos parar. Além da interrupção de dois dias por semana, não vamos cumprir as metas, e acertamos, também, em assembleia, que todos os 60 auditores que ocupam cargos de chefia renunciarão aos cargos”, disse o auditor, ao destacar que nos portos e no aeroporto de Manaus serão liberados apenas perecíveis e cargas com pedido judicial.

Médicos

Conforme o Sindifisco Nacional, a decisão do governo de instituir uma gratificação para médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) representou o estopim da operação padrão.

Na quinta-feira (7), o governo anunciou o pagamento de R$ 60 por perícia para os médicos que trabalharem além do horário revisando 840 mil auxílios doença e 3 milhões de aposentadorias por invalidez concedidos há mais de dois anos.

Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério do Planejamento informou que revisa todos os acordos salariais concedidos na gestão da presidenta afastada Dilma Rousseff e fez um apelo para que não haja acirramento nas negociações. A Receita Federal informou que não comenta mobilizações de servidores.

Por Asafe Augusto e Agências

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